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Iconografia da História
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Feb 5, 2020 • 18min

Justiceiros Urbanos: A história de Chico Pé de Pato

A história do Justiceiro Chico Pé de Pato. Francisco Vital da Silva nasceu no sertão da Bahia e, como muitos nordestinos, migrou para São Paulo em busca de melhores condições de vida. Junto com sua família, passou a viver em Itaim Paulista, na violenta zona leste de São Paulo. Trabalhando de pedreiro, Vital montou um bar, o estabelecimento era constantemente assaltado e vandalizado por criminosos. Cansado das extorsões, Chico passou a revidar os abusos e colocar pessoas indesejáveis para fora de seu comércio. Sempre munido de uma faca para a autoproteção, acabou por despertar a raiva de muitos sujeitos perigosos. Um certo dia, invadiram sua casa e estupraram sua esposa e sua filha de 16 anos. Chico, revoltado com a impunidade dos criminosos, comprou algumas armas e foi atrás de vingança, apagou os sujeitos e deixou um recado bem claro: se a polícia não age, eu entro em ação. Assim, Francisco Vital da Silva, um comerciante vindo da Bahia, passou a ser Chico Pé de Pato, um justiceiro que caçava foras da lei na região leste da Grande São Paulo. A fama de Chico cresceu consideravelmente, recebia da própria força policial nomes de bandidos procurados pela justiça, os executava e passou a ser visto pela população como um grande herói, um justiceiro que substituiu a péssima justiça que o Estado sempre proporcionou às classes mais pobres. Em meados dos anos 80, a ordem da polícia era matar criminosos nas áreas periféricas da cidade, Chico fazia boa parte do trabalho, era, inclusive, acionado pela população mais do que o próprio batalhão da ROTA. A fama de Pé de Pato cresceu tanto, que o famoso jornal Notícias Populares fez uma série de reportagens para falar sobre suas empreitadas contra criminosos, o que despertou a admiração de pessoas de todas as partes do estado de São Paulo, além de ter amizade e aparecer nas histórias do radialista Afanasio Jazadji, uma espécie de Datena dos anos 80. O destino de Chico mudaria após uma discussão em um bar, quando, ao sacar a arma para revidar uma agressão, matou um policial militar à paisana. Ao saber que a vítima era policial, Pé de Pato já sabia que não teria muito tempo de vida, pois ele já conhecia a lei da rua, não se mata um policial e fica impune. Pouco depois do crime, Chico fugiu em seu Opala, e foi considerado procurado pela polícia militar. A ROTA foi responsável pela caça ao justiceiro, que, ao entrar em contato com Afanásio Jazadji conseguiu se entregar no DEIC. No dia de sua prisão, mais de 500 pessoas estavam na porta da delegacia pedindo sua soltura, um abaixo-assinado foi feito, mas não adiantou, Chico foi julgado e condenado a 6 anos de prisão, tempo consideravelmente baixo pela quantidade de homicídios que protagonizou. A pena baixa, provavelmente, foi fruto da pressão das 2 mil pessoas que se encontravam na porta do Fórum no dia do julgamento. Pé de Pato foi transferido para uma penitenciária onde, por ser desafeto de muitos criminosos e policiais, foi morto com 91 estiletadas. A força policial tinha medo que Pé de Pato abrisse a boca sobre os justiçamentos que cometeu fazendo favor para homens da polícia, os bandidos tinham uma questão de honra para acertar com ele, por isso, não durou muito tempo dentro do sistema carcerário. Texto de Joel Paviotti
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Jan 27, 2020 • 24min

O Caso dos Irmãos Naves

Entenda o triste e tenebroso Caso dos Irmãos Naves, o maior erro judiciário da história do Brasil. O Caso dos Irmãos Naves, considerado o maior erro da história da justiça brasileira, escancarou as graves consequências que a aplicação errada das leis e dos processos judiciais podem acarretar na vida de pessoas comuns. Joaquim e Sebastião, os irmãos Naves, moravam na cidade de Araguari, em Minas Gerais. Os Naves eram agricultores e trabalhavam com cultivo e venda de cereais, em sociedade com o primo Benedito Pereira Caetano. Os três personagens citados acima foram protagonistas do maior erro judiciário da história do país. A história dos irmãos Naves é comumente citado nos cursos das faculdades de direito do país, sua história é evocada, geralmente, para ilustrar as terríveis consequências da condenação sem provas e sem o devido processo legal garantido em constituição. Referências: ALAMY, João Filho. O Caso dos Irmãos Naves – Um erro judiciário. 3ª Edição. Belo Horizonte. Editora Del Rey : 1993. SILVA, Camila Garcia da. O caso dos irmãos naves: “tudo o que disse foi de medo e pancada...”. Disponível na internet. Acesso em 06 de maio de 2016. CALDAS, José. Caso Dos Irmãos Naves, O Maior Erro Judiciário Do Brasil… Por Enquanto. 2009. Disponível na internet. Acesso em 05 de maior de 2016. Correções: Dona Ana faleceu após João Alamy Filho O delegado da cidade não foi ao encontro de Benedito. Mas sim apenas policiais, Sebastião e o jornalista.
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Jan 21, 2020 • 20min

A Origem das Favelas Cariocas

Nesse episódio explicamos a história da formação e desenvolvimento das favelas cariocas. Claro que cada comunidade têm desdobramentos históricos particulares, mas em uma perspectiva macro-histórica é possível construir uma análise conjuntural que englobe as transformações que afetaram a maioria dessas comunidades. Esperamos que gostem do material. Forte abraço a todos! Bibliografia: Cidade Partida - Zuenir Ventura Abusado - Caco Barcellos Criminalidade no Rio de Janeiro - Wilson Coutro Borges A era das demolições - Oswaldo Porto Rocha A Máquina e a Revolta - Alba Zaluar Favelas Cariocas: 1930-1964 - Maria Lais Pereira da Silva Meu Casaco de General - Luiz Eduardo Soares
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Jan 7, 2020 • 26min

O Caso Tim Lopes

O terrível assassinato de Tim Lopes foi o assunto mais comentado no Brasil, no ano de 2002, superando, inclusive, a Copa do Mundo de Futebol e a conquista do penta. Tim era considerado um dos repórteres mais corajosos do país. Negro e morador de comunidade, ele fazia o chamado "jornalismo investigativo" ou "jornalismo suicida". O repórter trabalhava disfarçado para construir matérias em lugares extremamente perigosos, onde nem a própria polícia conseguia adentrar. Foi exercendo seu trabalho que, infelizmente, Lopes foi assassinado por traficantes que controlavam o comércio ilegal de drogas no Complexo do Alemão. Detalhes dessa história, a repercussão do caso e os desdobramentos pós crime vocês conferem aqui, no Iconocast de hoje! Acompanhe nosso trabalho nas redes sociais: Insta: @iconografiadahistoriaoficial Insta: @joelpaviotti Face: www.facebook.com/iconografiadahistoria
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Jan 1, 1970 • 9min

APÓS SAIR DA CADEIA, HOMEM QUE V1OL0U CR1ANÇ4 É M0RT0 EM PLENA LUZ DO DIA

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Jan 1, 1970 • 10min

A DISPUTA ENTRE CV E TCP CHEGA EM NITERÓI

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