

Podcast da Semana
Gama Revista
"Podcast da Semana" traz todo domingo um bate-papo de 30 minutos com um convidado sobre o assunto da semana da Gama Revista.
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May 15, 2022 • 27min
Cibele Tucci, advogada: “A mediação é importante quando as pessoas perderam o diálogo"
Como pedir o divórcio? Como separar de maneira que ninguém saia muito machucado? O sonho da separação amigável existe mas definitivamente não é tarefa fácil – especialmente quando envolve fihos, bens, mágoas e acordos mal acertados antes da relação chegar ao fim. Para chegar lá da melhor maneira possível, a entrevistada do Podcast da Semana, a advogada especialista em direito de família e sucessões Cibele Tucci, indica sempre ter um advogado por perto. Só assim, ela diz, para evitar respostas atravessadas, acusações na hora errada e o atraso da tão sonhada liberdade. "O divórcio não vem sozinho, mas com toda essa dissolução dos vínculos estabelecidos pelo casal", diz a Gama. "A mediação é importante quando as pessoas perderam o diálogo, quando um não ouve mais o outro."Acesse a Semana "Como foi sua separação?": https://gamarevista.uol.com.br/capa/como-foi-sua-separacao

May 8, 2022 • 26min
Ingrid Silva: 'Um dos meus medos era não voltar a ser quem sou. Não queria ser só mãe'
A bailarina Ingrid Silva deu um passo ousado no auge de sua carreira: resolveu ser mãe. Aos 33, ela hoje divide seu tempo entre o trabalho na companhia do Dance Theatre of Harlem e os cuidados com a filha, a pequena Laura, de um ano e cinco meses de idade. E, quando sai em turnê, as duas coisas se misturam e mãe e filha viajam juntas. “Tenho um grupo de dança que é uma comunidade. Sem eles, eu não conseguiria estar dançando até hoje, todo mundo cuida dela e me dá apoio”, diz Ingrid, a convidada dessa edição do Podcast Da Semana. “Um dos meus medos era eu voltar para a minha profissão e não voltar a ser quem eu sou. Não queria ser só mãe, não me sentiria completa. Fui super aceita no meu ambiente de trabalho”, ela conta a Gama.A história de Ingrid com o balé começou ainda na infância, aos 8, no Rio de Janeiro. No Brasil, estudou ainda com Debora Colker e foi estagiária do Grupo Corpo. Em 2007 ganhou uma bolsa para estudar nos EUA, no Dance Theatre of Harlem School, e em 2013 juntou-se à companhia do teatro. Em 2020, suas sapatilhas foram parar no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana Smithsonian, em Washington. Isso porque a Ingrid pintava as sapatilhas com base pra que elas ficassem do tom da sua pele. Essa história, e muitas outras, ela conta no livro “A Sapatilha que Mudou meu Mundo” (Editora Globo, 2021), que traça sua trajetória desde a infância.Na entrevista ao Podcast da Semana, Ingrid conta um pouco da sua rotina de mãe e bailarina profissional, sobre as dificuldades com o corpo depois da gravidez, sobre as descobertas da maternidade e sobre como sua luta antirracista e feminista tem influenciado na criança de Laura. “Nenhuma mãe branca tem que andar com a certidão do filho; uma mãe preta com criança mais clara, sim”, afirma.Acesse a Semana "Qual o direito das mães?": https://gamarevista.uol.com.br/capa/qual-o-direito-das-maes

May 1, 2022 • 23min
Elaine de Azevedo: ‘Para comer melhor tem que apoiar quem produz; não o agro’
Talvez você já tenha ouvido a voz da Elaine de Azevedo. Ela faz o podcast “Panela de Impressão”, que fala da cultura brasileira pelas “lentes da comida”, como ela diz. Nutricionista PhD em Sociologia Política e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) há 35 anos, ela é também autora de “Alimentos Orgânicos: Ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social” (Senac, 2012) e nos últimos tempos resolveu se dedicar a um ativismo mais intenso: pegou uma licença para fazer o podcast, produzir conteúdo de Instagram e dar cursos na Escola Livre Comida ETC. O objetivo dela é espalhar a palavra da alimentação de qualidade.Convidada do Podcast da Semana, ela explica o que é preciso fazer para se comer melhor. “É uma mudança estrutural, tem que agir em várias direções. Aqui no Brasil é de cima para baixo. Para comer bem, tem que enfraquecer a ponta do neoliberalismo, do capitalismo (…) Para comer melhor tem que apoiar quem produz, e não é o agro”, afirma a Gama.Acesse a Semana "Por que comemos mal?": https://gamarevista.uol.com.br/capa/por-que-comemos-mal.

Apr 24, 2022 • 22min
Chico Barney: ‘Quanto mais paixão envolvida, pior para debater’
Se você já entrou ao menos uma vez na vida no Twitter conhece o nome de Chico Barney. Hoje colunista do UOL, ele é um pioneiro da internet. Começou com um blog em 2002 e foi crescendo (e aprendendo) junto com a rede, até virar uma de suas vozes mais importantes e um dos principais comentaristas da cultura pop do país. Expert em dar opinião, é ele o entrevistado do Podcast da Semana no episódio que trata sobre o mar opinativo que virou a internet.Mas apesar de viver de crítica e comentário e de tuitar muitas vezes ao dia, Barney diz que não vale a pena falar sobre tudo. Para ele, o Twitter é uma “ferramenta maravilhosa”, mas há um limite sobre o que se pode discutir. “Não preciso falar sobre guerra, do presidente, do que for. O Twitter não precisa ser uma extensão do meu cerebelo”, ele afirmou ao Podcast da Semana.Segundo ele, é importante saber que a opinião pode gerar respostas odiosas. “É preciso escolher as brigas que se quer entrar. Quanto mais paixão envolvida, pior para debater”, diz na entrevista que você ouve no Podcast da Semana.

Apr 17, 2022 • 17min
Monique dos Anjos: "Quero expressar a sexualidade da mulher negra da forma que eu desejo"
Monique dos Anjos escreve contos eróticos em que busca dar protagonismo às mulheres negras e àquelas com corpos que não se encaixam nos padrões estabelecidos. A jornalista, escritora e consultora de comunicação antirrracista do Fundo Agbara trabalha para que as mulheres negras possam desfrutar da própria sexualidade da maneira que desejam."Penso muito no feminismo negro, que se difere do feminismo que a gente está acostumado. Se por um lado tem mulheres que falam de mamilos livres ou de andar com as roupas que desejam, a gente tá pedindo pra não ser tema de fantasia de Carnaval, para não tocarem no nosso cabelo, para respeitarem o nosso corpo", diz em entrevista ao Podcast da Semana.A paulista da zona leste de São Paulo, que já morou em países como Alemanha como jornalista convidada da Deutsche Wellee; e no Panamá trabalhando como voluntária da Cruz Vermelha e com mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica, hoje cursa mestrado na Unicamp. Ela estuda divulgação científica e cultural com foco em raça e gênero. Seu trabalho é auxiliar empresas e pessoas a criarem uma comunicação eficiente e alinhada aos preceitos antirracistas.

Apr 10, 2022 • 19min
Maria Bopp: "As pessoas me xingam, maltratam e são crueis na internet"
Quando a atriz Maria Bopp lançou a personagem Blogueirinha do Fim do Mundo, que viralizou nas redes sociais, ela tinha feito as quatro temporadas da série “Me Chama de Bruna”, de 2016 a 2020. Na época, colecionava certa de 30 mil seguidores no Instagram. Hoje, esse numero ultrapassa os 1,1 milhão.Quando o número cresceu esse tanto, ela teve que lidar com outro tipo de reação do público. “Eu nunca fui neutra. Sempre me posicionei politicamente”, diz em entrevista ao Podcast da Semana. “Mas hoje eu vejo o custo que é se posicionar tendo um alcance maior. As pessoas às vezes nem entendem que estou sendo irônica.”Além disso, começou a ter que lidar com haters e comentários maldosos. “As pessoas xingam, maltratam e são crueis com você na internet. Não apenas bolsonaristas, mas pessoas pessoas comuns. Me senti mais paranoica na minha vida desde que comecei a postar os vídeos da Blogueirinha”Aos 30 anos, ela acaba de estrear a série “As Seguidoras”, produzida pelo Porta dos Fundos para a Paramount+. como a personagem Liv – uma influencer vegana que acaba se tornando serial killer.Ao Podcast da Semana, ela falou sobre a relação com o fãs e haters e o que isso interfere em seu posicionamento nas redes.

Apr 3, 2022 • 25min
Bruno Carazza: 'A população brasileira tem um descrédito muito grande com a política'
“A população brasileira tem um descrédito muito grande com a política, as principais instituições, a Presidência da República, os partidos, o Congresso, o Judiciário. E isso do ponto de vista de país, de uma democracia, preocupa – principalmente nesse momento que a gente vive”, afirma Bruno Carazza, doutor em direito pela UFMG, mestre em Economia pela UnB e professor da Fundação Dom Cabral. É ele o entrevistado do Podcast da Semana na edição sobre confiança.Colunista do jornal Valor Econômico e autor do livro “Dinheiro, Eleições e Poder: As engrenagens do sistema político brasileiro” (Companhia das Letras, 2018), Carazza fala sobre a relação entre política e democracia, que se ligam como num efeito dominó: escândalos de corrupção levam à perda de confiança na política, que leva à onda antipolítica, que leva a riscos à democracia. Por outro lado, se há confiança na economia, a política também se beneficia.Ao Podcast da Semana, Carazza falou ainda sobre a polarização que rege a política brasileira nos últimos anos, a relação que se estabelece entre a elite econômica e candidatos em eleições e a importância da confiança também como indicador macroeconômico.

Mar 27, 2022 • 30min
Carol Ito: 'O meu respiro poético da vida é o quadrinho'
Política, direitos humanos, saúde mental, sexualidade, desigualdade de gênero e poesia. São esses os pilares do trabalho de Carol Ito, jornalista e quadrinista que é a convidada desta edição do Podcast da Semana. A Gama, ela conta sobre como começou a fazer quadrinhos para aliviar as próprias angústias em relação ao mundo. “Os quadrinhos nos dão a possibilidade de brincar com metáforas visuais; a poesia se infiltra nessas brechas. O meu respiro poético da vida é o quadrinho, foi o que encontrei que melhor canaliza o que eu estou sentindo.”Ito é criadora do Políticas (@politcashq), perfil do Instagram que reúne quadrinhos políticos feitos por mulheres e pessoas não-binárias, que surgiu da constatação de que o assunto ainda estava dominado pelos homens. Com o perfil, ela conta ter encontrado um jeito de mostrar ao mundo o que está sendo feito por mulheres e pessoas LGBTQIA+ e de estimular mais artistas a fazer quadrinhos políticos. Ela assina também as tirinhas Novo Anormal na revista TPM e publicou uma celebrada reportagem sobre mulheres da cracolândia em quadrinhos na revista Piauí.Ao Podcast da Semana, Ito falou sobre como é viver de quadrinhos no Brasil hoje, sobre as mulheres ocuparem espaços nesta área e sobre o cruzamento entre jornalismo e HQs, entre outros assuntos.

Mar 20, 2022 • 18min
Burnout: "Você não pode dar conta de tudo"
Trabalhar além da conta, além da hora, além do que nosso corpo e nossa cabeça aguentam. Ter que lidar com metas assustadoras, longas jornadas de trabalho, falta de tempo para descanso. Se identificou? O excesso é um fator que pode resultar na síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional.No Podcast da Semana, o psiquiatra Rodrigo Bressan, professor livre docente da Escola Paulista de Medicina e do King’s College London e presidente do Instituto Ame Sua Mente, fala sobre as causas e consequências da síndrome do burnout.“Perceber que você é limitado para dar conta de tudo é absolutamente fundamentel. A onipotência é uma das armas que te levam ao burnout. O ‘deixa que eu dou conta de tudo’ em diferentes áreas da vida é uma estratégia que vulnerabiliza esse esgotamento”, diz ao Podcast da Semana.Desde janeiro, a síndrome de burnout passou a ser descrita como um fenômeno ocupacional, com problemas relacionados a estar empregado ou desempregado segundo o CID, a classificação internacional de doenças.E a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a síndrome se refere especificamente a questões relacionadas ao trabalho, e que é responsabilidade das empresas também pensar no que está levando aquele funcionário a ter de lidar com essa síndrome.

Mar 13, 2022 • 33min
Jamil Chade: 'A função do jornalista é dar voz às vítimas da guerra'
Um repórter não pode perder de vista que é preciso, sempre, preservar a dignidade de quem está sendo retratado nas reportagens. Na guerra, a situação é ainda mais sensível, e o papel do jornalista é dar voz as vítimas. A avaliação é do jornalista Jamil Chade, colunista do UOL e da Band News, com anos de experiência na cobertura de conflitos e da política internacional.Baseado em Genebra, onde vive, Chade é autor de cinco livros e já cobriu quatro Copas do Mundo, a escolha de dois Papas, já reportou de 70 países e a Gama contou que cobriu mais de dez situações de conflito e noticiou de campos de refugiados. Na última semana, uma carta aberta escrita por ele ao deputado Artur Du Val (sem partido), que teve áudios sexistas feitos durante viagem à Ucrânia vazados, teve repercussão até na Câmara dos Deputados, onde foi lida pela deputada Simone Tebet (MDB).Na entrevista do Podcast da Semana, Chade diz que a guerra da Ucrânia tem uma particularidade marcante em relação às que a precedem: ela acontece também na internet. É marcante o volume de vídeos e imagens que são feitos por civis que estão nas áreas atacadas. Mas sem o jornalismo profissional, não se tem uma visão acurada do conflito, e sim um combinado de narrativas. Ele afirma que é fundamental ter investimento para se ter uma boa cobertura de guerra e diz que checagem é fundamental para evitar a disseminação de notícias falsas.


