

Podcast da Semana
Gama Revista
"Podcast da Semana" traz todo domingo um bate-papo de 30 minutos com um convidado sobre o assunto da semana da Gama Revista.
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Mar 29, 2026 • 36min
Luciana Saddi: canetas emagrecedoras e o prazer de comer
Como anda a sua relação com a comida? Será que ela virou uma obsessão? Ou, pior, a comida virou uma vilã? Neste episódio do Podcast da Semana a conversa é com a psicanalista Luciana Saddi, que comenta sobre a relação entre as "canetas emagrecedoras" e o prazer de comer.“Vivemos num mundo que é enlouquecedor, que está sempre mandando uma dupla mensagem: ‘com essas comidas, as mais maravilhosas que existem no mundo, as mais deliciosas’ e ‘não coma porque a comida vai te matar, porque comida é um negócio muito perigoso, você vai se descontrolar, ela é tua inimiga’”, afirma.Luciana Saddi é psicanalista, docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e mestre em Psicologia Clínica (PUC-SP). Ela é autora de livros como O amor leva a um liquidificador (Editora Casa do Psicólogo) e Perpétuo Socorro (Editora Jaboticaba). É também fundadora do Grupo Corpo e Cultura.Na conversa, Saddi sobre os efeitos não esperados do uso dos novos medicamentos para emagrecer, como um possível maior isolamento da sociedade.“As drogas que vão ou diminuir a sua fome ou dão uma saciedade muito rápida causam esse isolamento numa sociedade que já vem se isolando muito, é mais um elemento, é mais um combo dessa coisa das redes sociais, dos computadores, da internet”, afirma.A psicanalista comenta também sobre a mentalidade da dieta, sobre o papel dos ultraprocessados nesse cenário e sobre o que pais e mães podem dizer aos filhos que entram numa paranoia pelo corpo perfeito.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

Mar 22, 2026 • 34min
Aline Wolff: ansiedade e trabalho
O que podemos aprender com os atletas sobre a importância do autoconhecimento, sobre lidar com a ansiedade diante de um momento decisivo, sobre alta performance sem lesões – ou no caso da vida profissional, sem burnout?"Não é sobre diminuir a carga, é sobre gerenciar melhor a carga para que as entregas sejam mais eficientes", diz a psicóloga e pesquisadora Aline Wolff, entrevistada deste episódio do Podcast da Semana.Wolf se tornou conhecida ao acompanhar a ginasta Rebeca Andrade, a maior medalhista olímpica do Brasil. Mestre e doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela é especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, com experiência clínica no atendimento de adolescentes, adultos e atletas de alto rendimento. É líder das ações de saúde mental do Comitê Olímpico do Brasil (COB).A psicóloga acaba de lançar o livro "Alta performance sustentável: saúde mental para vencer" (Planeta, 2026), em que parte do esporte e da rotina dos atletas para falar de saúde mental e de como a alta performance pode ser alcançada sem sacrificar a saúde.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Mar 15, 2026 • 27min
Ana Suy: Relacionamento e controle
Você já se sentiu que o seu relacionamento amoroso meio fora de controle. Ou, ao contrário, notou que a outra parte estava tentando controlar demais os seus passos, o seu jeito, as suas amizades? É sobre esse tema, sobre controle, autonomia e individualidade no relacionamento amoroso o novo episódio do Podcast da Semana, com a psicanalista Ana Suy. "A gente quer alguém que caiba na nossa fantasia. Só que, no fim das contas, quem cabe nessa fantasia é um ser idealizado", diz.Suy é psicanalista, escritora, doutora em pesquisa e clínica em psicanálise pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), e autora dos livros: "A Gente Mira no Amor e Acerta da Solidão" e "Não Pise no Meu Vazio", ambos da editora Paidós. E o mais recente, "Eu só Existo no Olhar do Outro" (Planeta, 2025), em parceria com o psicanalista Christian Dunker.Na conversa com Gama, Suy fala da linha tênue entre cuidado com o e controle nos relacionamentos e de por que alguns casais acabam desconsiderando a personalidade do parceiroRoteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Mar 8, 2026 • 41min
Fabiana Moraes: a epidemia de violência contra a mulher
O Brasil tem vivido uma explosão de casos de feminicídio. A violência de gênero é tão corriqueira, que acaba sendo normalizada. Mas onde ela nasce? Como podemos combatê-la?“As mulheres precisam se organizar para apontar as Big Techs como centros de reverberação da misoginia que tem nos assassinado. Não podemos cobrar da escola, dos pais, da imprensa, enquanto ainda temos esse centro de produção de misoginia correndo solto”, diz a jornalista e pesquisadora Fabiana Moraes, colunista da Gama e entrevistada do Podcast da Semana na edição do Dia da Mulher.Professora na Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Comunicação e doutora em Sociologia, Moraes é vencedora de vários prêmios, entre eles Esso, Petrobras e Embratel. Pesquisa mídia, imprensa, poder, raça, hierarquização social, imagem e arte e publicou seis livros, entre eles “A Pauta É uma Arma de Combate (Arquipélago, 2022), e “Ter Medo de Quê?: Textos sobre luta e lantejoula” (idem, 2024).Na entrevista, Moraes discute o crescimento da violência de gênero e dos números de feminicídio no Brasil, que ela vê também como uma resposta à maior autonomia feminina. A misoginia enraizada na sociedade acaba sendo reverberada por grupos como os redpill, fazendo vítimas e criminosos cada vez mais jovens.A pesquisadora comenta também a linguagem sexualizada utilizada para desqualificar as mulheres e envolver os homens no debate sobre a misoginia, sugerindo que a discussão sobre a violência se torne parte do currículo escolar. “Há três pontos aqui, a educação doméstica, a educação midiática e a educação escolar, e elas não estão separadas, não correm separadas”, defende.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

Mar 1, 2026 • 36min
Marina Person: O cinema brasileiro no mundo
Estamos vivendo um momento paradoxal no cinema. Ao mesmo tempo em que filmes brasileiros chamam a atenção do público e da crítica internacional, está difícil para se produzir cinema no país.“Temos um momento muito bom de visibilidade, mas não de produção ou de incentivo à produção", afirma Marina Person, cineasta e apresentadora a Gama. Ela é a entrevistada do Podcast da Semana, da edição sobre o atual momento do cinema brasileiro."O governo Lula não conseguiu ainda colocar de volta os tijolos na casinha do Ministério da Cultura, da Secretaria do Audiovisual, do fundo setorial. Os editais não estão acontecendo, o dinheiro não está saindo”, diz.“A gente tem muita coisa boa para mostrar, somos um país enorme, o único país da América Latina que fala outra língua. Tem uma música que é incrível, o carnaval, a Amazônia. Então o reconhecimento para mim é algo que você fala ‘bom, que bom que agora tão vendo’. Mas a gente já sabia”, ela diz no podcast.Person é roteirista, diretora, atriz e uma estudiosa do cinema. Ela acaba de voltar do Festival de Berlim, onde foi exibido o filme “Isabel”, protagonizado por ela. Também está viajando pelo Brasil para apresentar a cópia restaurada em 4K do filme “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), escrito e dirigido por seu pai, Luis Sergio Person, há 60 anos. A cópia foi restaurada pela Film Foundation, instituto de preservação da memória do cinema de Martin Scorsese.Ao Podcast da Semana, a cineasta reflete sobre o atual momento do cinema nacional no exterior, sobre a corrida pelo Oscar e sobre as chances do Brasil no prêmio, além da importância de contar e preservar as nossas histórias brasileiras.Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

Feb 22, 2026 • 30min
Cadão Volpato: começar um projeto de livro
Como transformar em projeto algo que nos toca, que nos emociona profundamente? O escritor Cadão Volpato, entrevistado do novo episódio do Podcast da Semana, escreveu o livro “Notícias do Trânsito" (Seja Breve, 2025) como parte do seu processo de entendimento da transição de gênero da sua filha. "Você teve uma pessoa que agora é outra pessoa. Até você entender isso, há um luto nessa nesse caminho", diz.Volpato é escritor, jornalista, músico e autor de uma dúzia de livros de ficção e não ficção, entre eles os romances "Pessoas que Passam pelos Sonhos" (Cosac Naify, 2013) e "Abaixo a Vida Dura" (Faria e Silva, 2024). Foi um dos fundadores da banda Fellini nos anos 1980 e, ao lado de Bernardo Ajzenberg, criou em 2025, a Seja Breve, uma editora de livros curtos.Na conversa com Gama, Cadão fala do crescente interesse por esse tipo de publicação, conta como chegou ao projeto do seu novo livro, que ele considera o melhor até agora, e o que aprendeu sobre filhos, e a vida, escrevendo “Notícias do Trânsito”.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Feb 15, 2026 • 34min
Thiago França: O Carnaval de rua em São Paulo
O Carnaval de rua de São Paulo não é para iniciantes. Sem uma lei que regulamente a maior festa popular do país, são necessários decretos ano a ano que não garantem continuidade de responsabilidade sobre a festa. Para os blocos, é um cenário desafiador, que é complicado pela falta de investimento e pela dificuldade de se fazer parcerias comerciais. Neste episódio do Podcast da Semana, o músico Thiago França, fundador do bloco A Espetacular Charanga do França, fala sobre os desafios e a beleza do Carnaval de rua de São Paulo.Na entrevista, França, que é compositor, arranjador e instrumentista, conta que foi por causa de uma paixão por um saxofone alto que nasceu o bloco. Desde 2013, A Espetacular Charanga do França sai nas ruas da Santa Cecília. “Foi uma doideira, eu fiquei fissurado por esse instrumento”, conta a Gama.Arranjador, compositor e instrumentista, França é um dos três integrantes da banda Metá Metá, além de ser um militante do carnaval, como ele mesmo diz. No episódio, ele fala sobre os desafios que encontra no bloco e na oficina de formação de músicos que mantém, como a falta de investimento, e sobre como é difícil conseguir acordos comerciais quando se tem um bloco mais politizado. Mas também fala da parte boa da festa, sobre como monta o repertório e qual sua real fantasia de Carnaval:“Eu sonho em ver a Charanga lotando a Santa Cecília, com todo mundo vestindo azul, com todo mundo trabalhando para fazer esse momento acontecer, todo mundo se ajudando, as pessoas indo de fato como como foliões, como agentes desta grande festa, como agentes culturais, e não como clientes”, diz França.

Feb 8, 2026 • 37min
Iafa Britz: parar de beber
Como anda sua relação com o álcool? Como identificar que algo está fora de controle? Será que você consegue identificar quando amigos e familiares talvez estejam precisando de ajuda? "A bebida está em todos os lugares. É associada a eventos familiares, esportivos, ao prazer, ao relaxamento, tanto um remédio para a tristeza quanto para a comemoração", lembra Iafa Britz, convidada deste episódio.Britz é produtora do filme "(Des)controle" (2026), em cartaz nos cinemas e que traz Carolina Dieckmann interpretando Kátia Klein, uma escritora de 45 anos em uma crise criativa -- e que recorre a bebida para lidar com diferentes questões.O longa é inspirado em histórias reais relacionadas ao alcoolismo e particularmente na trajetória de Iafa. À frente da Migdal Filmes, Britz já produziu obras como a trilogia de “Minha Mãe é Uma Peça”, recorde de público no cinema nacional, “Caramelo” (2025) e, mais recentemente, “(Des)Controle”, filme com direção de Rosane Svartman e Carol Minêm.Na conversa com Gama, a convidada deste episódio fala do filme, da sua relação com o álcool, dos motivos que a fizeram procurar ajuda e sobre a sua trajetória em busca da sobriedade. "Quando você fala que não vai beber as pessoas ficam incomodadas. É como se quem não está bebendo quebrasse uma espécie de pacto", diz.Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic

Feb 1, 2026 • 34min
Carol Tilkian: O luto de uma separação
Como superar o luto de uma separação? Superar significa esquecer? Para a psicanalista Carol Tilkian, entrevistada da edição sobre separação do Podcast da Semana, a resposta é não.Elaborar não é esquecer, é ressignificar", afirma e faz um convite a conviver com memórias sem transformá-las em assombrações. “Há uma máxima popular, um senso comum, de que o superar é não sentir mais nada, é não se abalar quando você encontra a pessoa já casada com outra, o que convoca a gente para esse lugar de apagamento. Mas não existe apagamento”, afirma na entrevista."Tem pessoas com as quais a gente vai conviver para sempre, principalmente pensando se você se separa de pais dos seus filhos. Como você dá menos voz a essas lembranças? Como você não alimenta as mesmas narrativas do ressentimento?"Tilkian tem formação em psicanálise e também pesquisa as formas como nos relacionamos amorosa e socialmente no mundo contemporâneo. É também colunista da rádio CBN e do jornal Folha de S.Paulo, além de ser professora da Casa do Saber.Na conversa com a Gama, Tilkian defende que um afastamento consciente é saudável num primeiro momento e que é melhor não seguir, não saber, não perguntar. Ela comenta ainda a ideia de que um amor só se cura com outro. "Existe amor depois do amor. Convido a lembrar que se separar não é apagar as memórias, os sentimentos. É ressignificar e se dar a chance de ter novos começos. As histórias não são menos bonitas porque elas têm pontos finais."

Jan 25, 2026 • 29min
Raquel Castanharo: Como começar a correr
A corrida é o esporte mais difundido do mundo e é capaz de gerar bem-estar e sensação de realização em seus adeptos. Mas como começar? Para Raquel Castanharo, fisioterapeuta, mestre em biomecânica pela USP e maratonista, basta querer.“Seu corpo é capaz de fazer isso só simplesmente porque você nasceu. É claro que aí quando você começa a correr mais, existem coisas que facilitam a sua vida, que deixam a pisada um pouco mais confortável, que deixa o lookinho mais interessante, que te motiva a evoluir. Mas na real tudo isso é opcional”, afirma.A quem está determinado a entrar para o esporte, Castanharo recomenda ir devagar, alternando corrida e caminhada e ouvindo seu corpo, sem pressa para atingir objetivos mirabolantes.Fundadora e diretora técnica da Clínica Viva a Corrida e criadora da plataforma online de mesmo nome, ela atende e estuda corredores desde 2007. Ao Podcast da Semana, conta que o principal erro deles é complicar o esporte.“As pessoas acham que correr é muito complicado, porque a internet impõe isso. Ah, para correr precisa pisar com tal parte do pé, precisa respirar assim, precisa do tênis para pisar da tal forma. Mas correr é muito mais simples. A gente corre há 70 mil anos, nossa espécie evoluiu graças à corrida.”Paciente oncológica, Castanharo também fala da sua própria experiência com a corrida no momento em que passa por quimioterapia. Ela conta como o esporte a ajuda a combater a fadiga e manter o humor em dia, algo que compartilha com seus seguidores nas redes sociais e no episódio que você ouve aqui.


