A História repete-se

Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho
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Apr 1, 2026 • 1h 2min

Os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian e a vida do seu instituidor, o “homem mais rico do mundo”

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jurista e professor universitário Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2015 e 2025, para conversar sobre a vida, a coleção e o legado de Calouste Gulbenkian, o cidadão britânico de origem Arménia que nasceu em 1869, em Istambul, então capital do império otomano, e que construiu uma fortuna alicerçada no setor do petróleo, reuniu uma coleção de arte de qualidade mundial e, pelo seu testamento, instituiu em Portugal uma Fundação de referência internacional. Quais as origens e o percurso de Calouste Gulbenkian? Como foi que construiu a sua fortuna? E a sua coleção de arte? Por fim, porque se fixou em Portugal e qual o processo de constituição da Fundação Gulbenkian?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mar 25, 2026 • 58min

De imperatriz do Brasil ao exílio em Portugal, a vida de Amélia de Leuchtenberg

Neste episódio de “A História repete-se”, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho convidaram a investigadora brasileira Cláudia Thomé Witte, autora de “Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança” para conversar sobre a vida atribulada e desconhecida da segunda mulher do Imperador D. Pedro I do Brasil. Amélia de Leuchtenberg era neta da imperatriz francesa Josefina, primeira mulher de Napoleão. A queda do imperador dos franceses, em 1815, seria um sério revés na carreira de seu pai, o príncipe Eugénio, adotado por Bonaparte. Temendo represálias, o príncipe fugiria com a família para a corte de seu sogro, rei da Baviera. Numa tentativa de recuperar o prestígio da família, Amélia de Leuchtenberg casaria com D. Pedro de Bragança, o primeiro imperador do Brasil e viúvo de Leopoldina da Áustria. Amélia, não seria imperatriz por muito tempo. Contestado em várias frentes, D. Pedro I seria obrigado a abdicar no filho, para salvar a monarquia. O casal imperial partiria para o exílio usando apenas o título de duques de Bragança. A partir da Europa, D. Pedro dedicar-se-ia a recuperar o trono da sua filha D. Maria II, deposta por D. Miguel, seu tio e teoricamente seu marido. Depois de dois anos de guerra civil, que dividiria o país, Portugal deixava para trás o absolutismo tornando-se uma monarquia constitucional. D. Pedro, que se assumira a regência da filha ainda menor, morreria, porém, ainda esse ano. Por sua vontade, D. Maria casaria, pouco depois, com o seu cunhado Augusto de Leuchtenberg. O casamento duraria pouco já que o príncipe morreria dois meses depois com difteria. D. Maria II voltaria a casar com Fernando de Saxe Coburgo, de quem teve vários filhos. Afastada da corte e da enteada, por intrigas, Amélia dedicar-se-ia à filha Maria Amélia e à preservação da memória do marido. Nunca esqueceria, porém, os enteados com quem vai manter uma larga correspondência ao longo da vida. Visitaria, por diversas vezes, a sua família mas, a duquesa de Bragança regressaria sempre a Lisboa. A vida de Amélia de Leuchtenberg , que se desenrola em momentos importantes da história da Europa, de Portugal e do Brasil, seria, do ponto de vista pessoal semeado de grandes tragédias. O derradeiro foi ter perdido, num espaço de dois anos, a mãe, o irmão mais novo e a sua filha de 21 anos.  Até ao final da sua vida, em 1873, Amélia de Leuchtenberg continuaria a trabalhar em prole dos enteados, dos desvalidos da sorte e a honrar a memória, da filha e do marido. Do seu legado ainda subsiste o Hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal e o orfanato Brasilisch Stiftung em Munique.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mar 18, 2026 • 56min

O “Portugal Islâmico”, uma civilização mediterrânica e um legado secular

Neste episódio Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam com o historiador Santiago Macias, antigo membro da direção do campo arqueológico de Mértola, antigo presidente da Câmara Municipal de Moura, e atual diretor do Panteão Nacional, sobre a secular presença islâmica no território que é hoje Portugal. Ao contrário de muitas ideias feitas, esta presença estruturou-se de forma gradual e, em determinadas fases, em convivência com outras religiões e culturas. Sobretudo, o “Portugal islâmico” foi um espaço de raízes culturais mediterrânicas e peninsulares, que foi gradualmente eclipsado à medida que Portugal consolidava a sua opção atlântica. O que foi o Gharb Al-Andalus? Como foi a convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus? Como se vivia no “Portugal islâmico”? Por fim, qual o seu legado e a importância de relembrar a sua História?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mar 16, 2026 • 2min

Quatro décadas de SIS contadas por dentro: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso

O Expresso apresenta “SIS: 40 anos de segredos”, um podcast documental onde se conta a história do Serviço de Informações de Segurança. Pela voz de quem o desenhou, instalou e dirigiu, é explicada de forma inédita como funcionam e foram evoluindo as vertentes da formação e da fiscalização. Siga esta investigação jornalística de Celso Paiva Sol, contada em seis episódios. Novo episódio todas as terças-feiras já a partir de 24 de março.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mar 11, 2026 • 56min

Margarida de Áustria e Isabel de Bourbon: duas Rainhas de Portugal que não conheceram o país

Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre as rainhas “espanholas” de Portugal, isto é, as mulheres de Filipe III de Espanha (II de Portugal) e de Filipe IV de Espanha (III de Portugal). Estas foram as duas rainhas portuguesas da dinastia de Habsburgo (isto porque Filipe II já era viúvo, pela quarta vez, quando foi jurado rei de Portugal nas Cortes de Tomar de abril de 1581). Margarida de Áustria, mulher de Filipe III, pertencia ao ramo imperial dos Habsburgo (Sacro Império) e nunca esteve em Portugal. Enquanto rainha, viveu longe dos olhares públicos e constantemente vigiada por figuras próximas do duque de Lerma, o “valido” de Filipe III. Morreu nova, com 26 anos, na sequência de complicações do parto do seu oitavo filho. Já Isabel de Bourbon, que era filha do rei de França Henrique IV e da rainha Maria de Médicis, esteve uma única vez em Portugal (1619). Foi um dos polos de oposição ao conde-duque de Olivares, o “valido” de Filipe IV. A partir de 1635, acompanhou o início da guerra entre Espanha, estado de que era Rainha, e França, onde nascera e reinava o seu irmão Luís XIII. Tendo contribuído para o afastamento do conde-duque de Olivares, foi regente de Espanha em 1642-43, quando Filipe IV estava em Aragão para tentar controlar a rebelião da Catalunha. Isabel de Bourbon morreu no ano seguinte (1644), já depois da restauração da independência de Portugal, mas muito antes que Espanha e França tivessem assinado a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Mar 4, 2026 • 59min

Os primeiros artistas modernistas: Amadeo Souza-Cardoso, Santa-Rita Pintor e Almada Negreiros

Neste episódio de A História Repete-se, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Margarida Cunha Belém, artista plástica e coautora de uma fotobiografia de Amadeu de Sousa-Cardozo para conversarem sobre os três artistas plásticos que revolucionaram a pintura em Portugal no início do século XX.  O modernismo entrou em Portugal pela mão de três gigantes: Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme Santa-Rita e José de Almada Negreiros. Destes três artistas plásticos, só Almada viveria para além dos 30 anos. E, contudo, seriam eles, sobretudo os dois primeiros, a levar a pintura portuguesa para o século XX, numa altura em que o país, republicano, se tentava reinventar. Em Paris — para onde iriam, um em 1906 e o outro seis anos depois — tomariam contacto com as correntes de vanguarda. Santa-Rita aderiria ao futurismo, proclamado por Marinetti, em 1909, enquanto Amadeo, sem se agarrar a nenhum movimento, experimentaria e absorveria tudo, fazendo, depois, a sua própria síntese. Por essa altura, Almada estaria em Lisboa apresentando-se como caricaturista. Em 1915, estariam ligados à Revista Orfeu e, dois anos depois, à revista Portugal Futurista agitando fortemente o provinciano ambiente cultural português. Seria por essa altura que Almada diria «Ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser». Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso morreriam jovens em 1918, um tuberculoso e outro com a gripe espanhola. Almada, que viveria até 1970, manter-se-ia fiel a si próprio. Polémicas à parte, será numa figura incontornável da pintura e da literatura portuguesa do século XX.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 25, 2026 • 53min

Ouro, escravos, marfim e uma relação especial: Portugal e o Reino cristão do Congo

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre o Reino do Congo, estrutura política que terá sido fundada em finais do século XIV e cujos reis (manicongos) se converteram ao cristianismo em finais do século XV, por influência do rei de Portugal D. João II. No princípio do século XVI, o rei do Congo tinha o muito português nome de D. Afonso I, era cristão, e um dos seus filhos, D. Henrique, foi nomeado pelo papa Leão X para bispo e vigário apostólico do Congo. Contudo, esta boa relação inicial entre o Congo e Portugal começou a deteriorar-se nas décadas seguintes e acabou por terminar em finais do século XVII. Como foram os primeiros contactos entre o Reino do Congo e os portugueses? Quais os principais objectivos desta relação? Qual a História do Reino do Congo e quais as principais características culturais deste estado? Por fim, quais os motivos para o afastamento entre Portugal e Congo, isto depois de um início tão promissor?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 18, 2026 • 1h 3min

D. Antónia Ferreira, a “Ferreirinha”, a lenda do Douro

Nascida e criada no Douro, Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha, é, ainda hoje, uma lenda em terras durienses. E não só pela sua fortuna colossal, pelos seus vinhos de exceção ou pela forma como geriu as suas inúmeras quintas mas também pela sua ação benemérita. Já viúva do seu primeiro casamento, a Ferreirinha fugiria para Londres com a filha para escapar à cobiça do então homem mais poderoso de Portugal, o Duque de Saldanha. Este tentaria raptar-lhe a filha, de 11 anos, para casa-la com o seu filho. As duas só regressariam após a queda do governo de Saldanha. Durante a sua vida, o Douro atravessaria várias crises. D. Antónia enfrentou-as todas com determinação acabando por sair delas sempre mais reforçada. Quando morreu, aos 81 anos era a maior e a mais próspera proprietária do Douro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 11, 2026 • 1h 1min

Egas Moniz, o primeiro prémio Nobel português

Neste episódio de “A História repete-se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Paulo M. Morais, biógrafo de Egas Moniz, para conversarem sobre a vida surpreendente deste médico, político e escritor, que foi o primeiro português laureado com o prémio  Nobel (1949). Quais as origens de Egas Moniz e de que forma influenciaram a sua vida? Como foi o seu acidentado percurso político? E por que motivos começou a focar-se sobretudo na investigação, numa altura em que já tinha passado dos 50 anos? Ainda, que descobertas científicas lhe valeram o prémio Nobel? Por fim, qual a sua relação com o Estado Novo e como foi que Salazar reagiu à atribuição do Nobel?, 16:59See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Feb 4, 2026 • 50min

As desventuras de Carol II, o rei da Roménia que se exilou em Portugal

Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre Carol II, rei da Roménia entre 1930 e 1940, que morreu no exílio no Estoril, Portugal, em 1953. Qual o contexto político, económico e social da Roménia nas décadas de 1920 e 1930? Que motivo obrigou Carol, enquanto príncipe herdeiro, a abdicar do seu direito ao trono romeno? E como foi que, de forma arrojada, ele regressou à Roménia em 1930 para tornar-se rei? Quem foi a mulher que, contra tudo e todos, esteve sempre a seu lado? Por fim, o que levou à sua abdicação, como foi o seu exílio e qual o destino do seu diário?See omnystudio.com/listener for privacy information.

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