Prato Cheio

O Joio e O Trigo
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May 25, 2021 • 42min

Fritas acompanha?

O McDonald’s agora quer ser chamado de Méqui e dizer que todo mundo tem uma mequizice. Mas a gente não se engana com essa tentativa de se mostrar coisa nossa. Esse episódio investiga o poder colonial por meio do estômago, partindo da violência da colonização portuguesa, dos ataques a culturas alimentares e chegando aos aplicativos de comida. Muito mais sutil que a pólvora, a rede de fast-food vem no combo da Guerra Fria, operando como uma espécie de embaixada dos valores que os Estados Unidos buscaram levar a cada rincão do planeta.EntrevistadosElaine de Azevedo, nutricionista, socióloga da alimentação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, apresentadora do podcast Panela de ImpressãoSandra Guimarães, cozinheira, escritora e militante pela alimentação vegana (@papacapim_sandra)Gabriel Morais, publicitário e pesquisadorIghor Prado, jornalistaFontes de informação citadas no episódioDadosO artigo acadêmico "Fast food: as competências necessárias para o trabalhador do McDonald´s" explora a maneira como a empresa tenta incutir nos funcionários uma subjetividade na maneira de pensar e nos valoresEsse texto da revista Foreign Policy explora a Teoria de Paz do McDonald’s cunhada por Milton FriedmanO que o preço do Big Mac sobre a moeda de um país? Entenda nesse artigo da InfoMoney o que é o índice Big Mac.Para saber mais sobre a transformação cunhada pelas praças de alimentação, recomendamos a leitura desse artigoSe o assunto é a tão falada comensalidade, esse artigo de 2010 fala sobre aspectos históricos e antropológicos relacionados ao comer em companhia ReportagensSob os Arcos Dourados: como o McDonald's se espalhou pelo BrasilJornadas longas e salários baixos: a vida dos funcionários do McDonald'sPara saber mais…Podcast - Panela de Impressão, de Elaine de AzevedoPodcast (em inglês) - Invisibilia. Changing Social Norms Could Save Your LifeVídeo - Por que quebró McDonald’s en BoliviaSe você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro João Peres | Pesquisa Marina Yamaoka e Nathália Iwasawa | Narração Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora | Narração adicional Alfredo dos Santos RolloTrilha sonora Blue Dot SessionsA lista completa das músicas usadas neste episódio estão em nosso site.
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May 18, 2021 • 35min

Corpos em disputa

Este episódio registra o encontro entre dois espaços marcados por dominação e disputas de poder: o corpo e a alimentação. Usando como base o conceito de “nutricionismo”, criado pelo australiano Gyorgy Scrinis, falamos sobre culto ao corpo e distúrbios alimentares, sobre desnutrição e ajuda humanitária e sobre como o Brasil venceu o cabo de guerra contra a fome sem se render a uma visão reducionista da alimentação. EntrevistadosMarina Nogueira, nutricionista e criadora do instagram @naocontocalorias;Inês Rugani, doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e professora associada do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (INU/UERJ);Ligia Amparo, nutricionista, antropóloga e autora do livro O corpo, o comer e a comida;Douglas Lambert, editor de vídeo que testou uma dieta de Soylent durante três dias em 2014;Vini Büttel, modelo, apresentador e influenciador digital.Fontes de informação citadas no episódioDadosTese de doutorado 'O corpo, o comer e a comida', de Ligia Amparo.Dissertação de mestrado 'Os alimentos funcionais entre ciência e comunicação', de André BiancoArtigo 'Causas do declínio da desnutrição infantil no Brasil', de Carlos Monteiro e outros pesquisadores.'Uma comida nova', reportagem sobre o Soylent na Gazeta do PovoMatéria 'Uma nova era para os suplementos alimentares' na Veja SaúdeQuais os suplementos mais comprados no Brasil? Veja texto no site do Manual do Homem Moderno.Mercado de suplementos vai além do 'marombeiro', reportagem do Valor EconômicoMatéria do The N.Y. Times sobre 'a pasta de amendoim milagrosa', o Plumpy'Nut (em inglês)Reportagem no The Conversation sobre o fiasco da lacuna protéica global (em inglês)Artigo sobre a abordagem tripartite da má nutrição (em inglês)Para saber mais…Filme: No Mundo de 2020 (1973);Reportagem: Soylent, a comida líquida do futuro, Folha de S.Paulo;Podcast: Superalimentos, episódio da primeira temporada do Prato Cheio.Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no e-mail podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro e narração Victor Matioli e Marina Yamaoka | Pesquisa Marina Yamaoka | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda FloraTrilha sonora Victor Oliveira | Trilha adicional Blue Dot Sessions;
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May 11, 2021 • 39min

Casa grande, quartinho de empregada

Arquitetura, alimentação e poder estão em constante diálogo. Esse episódio analisa como a arquitetura acompanhou a transformação da sociedade brasileira ao longo dos últimos dois séculos. Ou melhor, como a casa brasileira se transformou para manter um traço vergonhoso da nossa sociedade. Da senzala ao quartinho de empregada, chegando ao iFood, um percurso histórico e sociológico sobre cozinha, gênero e racismo.  EntrevistadosNabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Sirleite Alves Rocha Costa, serviços domésticosConceição Santos Nascimento, serviços domésticosRiva Feitoza, arquiteta, designer de interiores e ex-empregada doméstica Fontes de informação citadas no episódioDadosArtigo sobre a relação entre o quarto de empregada e a varanda gourmetArtigo sobre o quarto de empregada e seu lugar na morada brasileiraArtigo sobre o movimento recente dos entregadores de aplicativos e a escravidão moderna na era digitalArtigo sobre o negro na arquitetura brasileira e a escrita de Lúcio CostaArtigo sobre o quarto de empregada em apartamentos modernistas na Orla de João Pessoa e as relações de trabalhoPara saber mais…Livro - O que é Arquitetura, de Carlos Lemos. São Paulo Brasiliense, 2007Vídeo - Palestra TED de Preta Rara - Eu, empregada domésticaMinidocumentário conta a história de Laudelina de Campos Melo, e sua luta pelo direito das mulheres e das empregadas domésticas Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro João Peres | Pesquisa Luisa Coelho | Narração Amanda Flora e Guilherme Zocchio | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda FloraTrilha sonora Victor Oliveira | Trilha adicional Blue Dot Sessions;
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May 4, 2021 • 34min

O deserto do caipira

O diálogo entre cultura caipira e monocultura é um bocado tenso. Uma é marcada pelas relações locais e de compadrio. A outra, pela exportação aos quatro cantos do mundo, sempre de olho no maior lucro possível. O avanço dos eucaliptais pelo Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, fornece um exemplo de como o agronegócio pode destroçar aspectos sociais, ambientais e culturais formados ao longo de séculos. Hoje, uma área do tamanho de Pernambuco está coberta por florestas plantadas no Brasil. Seguindo o exemplo do boi e da soja, o eucalipto empreendeu a grande marcha ao oeste. EntrevistadosIzaltino Lobo de Oliveira, agricultorMarcelo Toledo, vereadorLeda Nardi, professoraRildo Moreira, pesquisador na Estação Experimental de Ciências Florestais Itatinga da Esalq-USPFontes de informação citadas no episódioDadosIBGE: áreas de floresta plantada do Brasil somam dez milhões de hectares, dos quais 9,6 milhões com eucalipto e pinusLivro Problema vital, Jeca Tatu e outros textos fala que foram impressos cem milhões de exemplares do material sobre o Jeca até 1982, apresentando a “preguiça” do caipira como problema causado por verminosesLivro A culinária caipira da paulistânia aborda a culinária caipira como herdeira de hábitos indígenas, e estendendo-se por uma ampla região que abarcava boa parte do BrasilLivro Parceiros do Rio Bonito, de Antonio Cândido, aborda os traços fundamentais da cultura caipira e analisa as perdas diante do avanço do paradigma do desenvolvimentoMestrado na Universidade do Vale do Paraíba aborda avanço do eucalipto no Vale do Paraíba e tensão com cultura caipira e produção de alimentosDoutorado “Eucalipto, água e sociedade: a construção de representações no Vale do Paraíba”ReportagensDeserto verdePara saber mais…Filme — A marvada carne, de André KlotzelPodcast — Sai feijão, entra soja Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro Virginia Toledo e João Peres | Narração João Peres | Edição de Som Victor Oliveira | Produção executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda FloraA lista completa das músicas usadas neste episódio estão no nosso site.Trilha sonora Blue Dot Sessions
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Apr 27, 2021 • 37min

Comida de santo, comida da gente

A comida ocupa um papel central nas religiões afro-brasileiras. No Candomblé, são os alimentos do Padê de Exu, ofertado no início de cada celebração, que abrem a comunicação entre nosso mundo e o mundo das divindades. É pela comida que os adeptos dessas religiões se conectam com os orixás. No passado, foi a comida a responsável pela liberdade física e financeira de muitas matriarcas de terreiro. Neste episódio do Prato Cheio, falamos sobre essa centralidade que a comida ocupa nas religiões afro-brasileiras, sobre como os alimentos sacralizados saíram dos terreiros e ganharam as ruas brasileiras e sobre o preconceito que atinge os símbolos dessas religiões — inclusive a comida.EntrevistadosRita Santos, presidente da Abam (Associação Nacional das Baianas de Acarajé);Doné Eleonora, mãe de santo e cozinheira;Helia Januária Bispo, baiana de acarajé;Rafael Camaratta, antropólogo;Luiz Antônio Simas, historiador e escritor.Fontes de informação citadas no episódioDados e trabalhos acadêmicosA Circulação de Axé através do Movimento da Comida: uma etnografia em um terreiro de candomblé da Bahia, de Rafael Camaratta.“Cozinha também é lugar de magia”: alimentação, aprendizado e a cozinha de um terreiro de Candomblé, de Marcos Alvarenga.Livro Tia Ciata e Pequena África no Rio, de Roberto Moura.Comida de Santo e Comida de Branco, de Vilson Caetano de Sousa Júnior.ReportagensProibido usar branco50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos e 10% não têm religião, diz DatafolhaTraficantes evangélicos fecham pacto com milícia para expandir 'Complexo de Israel'"Traficantes de Jesus": polícia e MPF miram intolerância religiosa do RioValdomiro Santiago culpa “Exu Corona” por não pagar aluguel de templosPara saber mais…Livro O Corpo Encantado das Ruas, de Luiz Antônio Simas;Livro Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi;Livro História social do samba, de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas;Batuque Na cozinha;Pierre Verger: mensageiro entre dois mundos.Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro Amanda Flora e Victor Matioli | Narração Amanda Flora e Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto e Clara Borges | Mídias Sociais Amanda Flora | Imagens da capa bahia97 (CC) & Julio Cezar Winkler (CC).Trilha sonora Blue Dot Sessions. As músicas usadas no episódio estão listadas em nosso site. 
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Apr 20, 2021 • 40min

Faça amor, não faça carne

Carne e masculinidade têm tudo a ver? E carne e machismo? Esse episódio do Prato Cheio liga os pontos entre heteronormatividade e o consumo de animais. Do pecado capital às bruxas nas fogueiras da Idade Média, do exercício de caça dos nobres europeus à 1ª Guerra Mundial, do churrasco de fim de semana à publicidade na televisão, nossa pesquisa passa a limpo a construção social em torno do consumo de carne. EntrevistadosCarolina Barreto, criadora de 'As braseiras'Larissa Morales, apresentadora do primeiro canal de churrasco apresentado por uma mulherRolf Ribeiro de Souza, professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense, autor da dissertação de mestrado “A Confraria da Esquina: O que os Homens de Verdade falam entre si em torno de uma carne queimando - Uma etnografia de um churrasco numa esquina do subúrbio carioca”DadosIBGE, Censo Agropecuário de 2017. Brasil tem 215 milhões de cabeças de gado e 155 milhões de hectares ocupados por pastagens.IBGE, Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-18: homens consomem 54 quilos de carne por ano, contra 38 quilos das mulheres.Para saber mais sobre a caça às bruxas na Idade Média, recomendamos Calibã e a Bruxa, de Silvia FedericiPara uma análise sobre o papel do churrasco na construção da masculinidade no Brasil, recomendamos a leitura da dissertação de mestrado “A Confraria da Esquina: O que os Homens de Verdade falam entre si em torno de uma carne queimando - Uma etnografia de um churrasco numa esquina do subúrbio carioca”Para saber mais…Livro — A política sexual da carne, de Carol AdamsPodcast —  1ª temporada do podcast Outras MamasPublicidade "I'm a  Man", do Burger King. Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro e narração Marina Yamaoka e João Peres | Pesquisa Marina Yamaoka | Narração adicional Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda FloraTrilha sonora Victor Oliveira, Xácara das Bruxas Dançando - Victor Oliveira e Amanda Gonsales; Blue Dot;
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Apr 13, 2021 • 40min

O prato do preso

Comida estragada, insossa e insuficiente. As reclamações sobre as refeições oferecidas aos mais de 750 mil brasileiros presos são comuns para quem convive com eles. Sejam familiares, membros da Defensoria Pública ou de órgãos independentes que fiscalizam as unidades prisionais. Neste episódio do Prato Cheio, falamos com todos esses grupos para entender que impacto a comida servida nas cadeias tem para a saúde dos presos, para as famílias e também para quem está do lado de cá dos muros, completamente alheio a esse universo.  Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.comRoteiro Victor Matioli | Narração Victor Matioli | Edição de Som Victor Oliveira | Produção Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto e Clara Borges | Mídias Sociais Amanda FloraTrilha sonora Blue Dot SessionsEntrevistadosJamerson Gonçalves, vidraceiro que passou 45 dias preso;Fernanda Falcão, ativista que passou quase seis anos presa;Werner Rech, defensor público do Distrito Federal;Leonardo Biagioni, Defensor Público de São Paulo;Eveline Araújo Duarte, estudante de direito e esposa de um detento;José de Ribamar de Araújo e Silva, perito do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura;Sofia Fromer, advogada especialista nas condições de saúde dos presos.Fontes de informação citadas no episódioDados e trabalhos acadêmicosPesquisa do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) da FGV em parceria com a ONG Amparar: 23% dos familiares de presos de São Paulo têm medo de que os parentes encarcerados não estejam se alimentando. 45% não têm dinheiro para comprar produtos básicos para enviar aos presos e 46% não têm dinheiro para o envio via Sedex. Pesquisa completa.“Direito à vida: o acesso à saúde nas unidades prisionais do estado de São Paulo”, dissertação de mestrado da advogada Sofia Fromer Manzalli.“Regime da escassez: a alimentação no sistema penitenciário feminino”, de Luciana Souza, Iara Matos, Taysa Paiva, Sávio Gomes e Cláudia Freitas.ReportagensJanta às 16h? MP cobra GDF sobre horário de refeição em presídios;Governo paga por alimentos que não são servidos nos presídios do DF;Agentes penitenciários e detentos denunciam entrega de comida estragada nos presídios;Comida de má-qualidade transforma presos do país em obesos e diabéticos;SP: apreensão é feita em 1 a cada 10 mil visitas em presídios;Em 15 anos, empresa dos Perrella levou R$ 476 mi do Governo de MG;Governo de Minas não vai renovar contratos com empresa dos Perrella.Para saber mais…Documentário “Eu, preso”, de Paula Sachetta, publicado pelo canal Curta!
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Apr 6, 2021 • 39min

A moça da lata

A Nestlé reescreveu os doces brasileiros. Quando o Leite Moça já não podia ser oferecido aos bebês, a corporação suíça se adaptou rapidamente. Beijinho, pudim de leite, papo de anjo: todas as receitas tradicionais foram adaptadas para fazer do Brasil um alvo preferencial dos produtos da empresa, que soube se posicionar como amiga e educadora de toda uma geração de donas de casa. Esse episódio entrevista a pessoa responsável por essa operação e traz um final surpreendente. || As fontes de informação estão disponíveis em https://ojoioeotrigo.com.br/pratocheio/ ||Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.com  ||Roteiro João Peres | Pesquisa Luisa Coelho | Narração Marina Yamaoka | Participação especial Amanda Cappia | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda FloraTrilha sonora Victor Oliveira; Carlos Gomes - Grande Valsa de Bravura ; Celly Campelo - Lacinhos Cor de Rosa; Roberto Carlos - As Curvas da Estrada de Santos; Agostinho dos Santos - A Felicidade; Blue Dot;
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Mar 24, 2021 • 2min

A terceira temporada do Prato Cheio está chegando!

Alimentação é poder. O que escolhemos comer ou o que não podemos escolher. Se cozinhar é uma tarefa exclusiva das mulheres ou se o trabalho doméstico é compartilhado. Se uma determinada cultura alimentar é reconhecida ou ignorada. Se alguém é expulso da terra. Se uma empresa assume o papel de nos educar em relação ao que vai parar no nosso prato. Tudo isso é poder. A disputa pelo significado das palavras e pelo afeto dos nossos estômagos. Alimentação pode ser sinônimo de opressão. Ou de resistência. Em todas as relações humanas, lá está a comida. E lá está a política. Lá está o poder. A terceira temporada do Prato Cheio falará sobre o encontro entre esses elementos.São oito episódios que vão te levar para lugares como uma churrasqueira, para dentro de um presídio ou até o armário da sua cozinha – onde, muito provavelmente, já teve uma lata de Leite Moça. Os episódios saem a partir de 06/04, toda terça-feira, às 16h, nos principais tocadores de podcast.
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Mar 2, 2021 • 26min

Nem exame nem funeral

A brucelose é uma doença causada por uma bactéria chamada Brucella Abortus e pode causar uma série de graves problemas de saúde. A bactéria salta dos rebanhos de gado para os humanos e, por isso, é comum encontrar pessoas infectadas em frigoríficos e unidades de processamento de carne. O repórter Marcos Hermanson descobriu e decidiu investigar alguns casos de brucelose que surgiram em frigoríficos da maior produtora de carne do Brasil e a 4ª maior corporação alimentícia do mundo: a JBS. Ele encontrou fraudes, violações trabalhistas e um enorme esforço por parte da empresa para que nada disso viesse à tona. Essa história toda você ouve neste episódio bônus do Prato Cheio.Recomendamos também  que você leia a reportagem completa em nosso site: ojoioeotrigo.com.br. A terceira temporada do Prato Cheio estreia em breve, fique ligado nas nossas redes!ERRATA: Neste episódio do podcast afirmamos que os produtores compram as vacinas e as descartam sem aplicá-las. Na realidade apenas veterinários podem adquirir as vacinas. O que ocorre é a prática de pagar veterinários para assinar laudos fraudulentos de vacinação, o que permite a infecção de animais e, consequentemente, de trabalhadores dos frigoríficos.Pesquisa Marcos Hermanson | Roteiro e narração Victor Matioli e Marcos Hermanson | Edição de som Victor Oliveira | Produção executiva Marina Yamaoka | Trilhas Victor Oliveira e Blue Dot Session | Redes sociais Amanda Flora | Design Denise Matsumoto e Clara Borges. 

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