O Assunto

G1
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Aug 22, 2022 • 25min

Para entender a sucessão no Rio Grande do Sul

O Estado que jamais deu segundo mandato a um governador tem hoje, na liderança das intenções de voto, o vitorioso de 2018, que no final de março deixou o cargo de olho no Palácio do Planalto, mas acabou de volta à disputa pelo Piratini. Eduardo Leite (PSDB) aparece com 32% na mais recente pesquisa Ipec, seguido por Onyx Lorenzoni (PL), com 19%. Outro bolsonarista, Luis Carlos Heinze (PP), registra 6%, tecnicamente empatado com Edegar Pretto (PT), que tem 7%. É cedo, porém, para considerar o quadro definido, avalia a jornalista Kelly Matos, apresentadora da Rádio Gaúcha e do podcast “Descomplica, Kelly”, dada a tradição local de grandes viradas. Na conversa com Renata Lo Prete, ela lembra que tanto Germano Rigotto (MDB), em 2002, quanto Ieda Crusius (PSDB), em 2006, largaram do patamar de um dígito e venceram. Também colunista do jornal Zero Hora, Kelly tenta mensurar o quanto Leite será cobrado pela “traição” ao compromisso, muitas vezes reiterado, de que não concorreria à reeleição. Fala ainda sobre as situações, no Estado, de Lula (ligeiramente à frente) e Bolsonaro (forte sobretudo no interior). “A eleição nacional está muito presente”, afirma.
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Aug 19, 2022 • 55sec

g1 vai entrevistar candidatos ao governo do DF, da BA, MG, PE, RJ e SP

Série começa na segunda-feira, 22 de agosto. Os candidatos mais bem posicionados na pesquisa Ipec de 15 de agosto serão entrevistados ao vivo, por uma hora. Os demais candidatos participarão de entrevistas gravadas com duração de 20 minutos, sem corte, exibidas até o início de setembro. Todas as entrevistas serão publicadas também em formato podcast em g1.com.br e nas plataformas de áudio. Gostou? Compartilha!
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Aug 19, 2022 • 30min

A exploração eleitoral da fé

A campanha de Jair Bolsonaro (PL) investe pesado num segmento que o apoiou por ampla margem em 2018 e no qual ainda hoje ele tem vantagem de 17 pontos sobre Lula (PT), que lidera por 15 no quadro geral, segundo o novo Datafolha. A principal porta-voz da retórica messiânica é Michelle Bolsonaro: em culto recente, a primeira-dama chegou a dizer que o Palácio do Planalto era “consagrado a demônios” antes da chegada do marido ao poder. “É uma mensagem com apelo a Deus, à ideia de bons contra maus e à questão dos costumes", diz a jornalista Natália Viana, diretora da Agência Pública. Além de incitação à intolerância religiosa, o que eventualmente pode configurar crime. Em conversa com Renata Lo Prete, a autora da newsletter Xeque na Democracia analisa a tentativa de apresentar o chefe do Executivo como “um homem imperfeito, por meio de quem Deus faz sua ação”. Participa também do episódio o cientista político Victor Araújo, estudioso do eleitorado evangélico. Ele analisa recortes regionais de intenção de voto para explicar, pela via da religião, tanto a larga dianteira de Lula no Nordeste quanto a resiliência de Bolsonaro em Estados de expressiva parcela de evangélicos na população, como o Rio de Janeiro. Para o pesquisador na Universidade de Zurique (Suíça), especialmente o subgrupo pentecostal é “mais conservador e se preocupa mais com a dimensão moral do que com a econômica” na hora de decidir o voto.
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Aug 18, 2022 • 26min

A ameaça nuclear chamada Zaporizhzhia

Logo nos primeiros dias de invasão, a Rússia se apoderou do complexo que responde por 20% do abastecimento de eletricidade na Ucrânia. Meses de silêncio a respeito se passaram até que, em agosto, começaram os bombardeios no entorno da maior usina nuclear da Europa, reacendendo o trauma da explosão, em 1986, de um dos reatores de Chernobyl, desastre que deixou dezenas de milhares de vítimas e espalhou efeitos ambientais pelo continente. Em conversa com Renata Lo Prete, o professor Vitélio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense, destaca o ineditismo do que Vladimir Putin fez em março: “É a primeira vez que uma central nuclear é ocupada e militarizada por uma força invasora”. E diz que o quadro agora pode se revelar ainda mais grave: atacar uma instalação dessas “é crime de guerra”. Daí a troca de acusações entre os governos. Moscou nega responsabilidade, alegando que não teria por que mirar uma usina sob seu controle. Enquanto Kiev sustenta que, “disparando a partir de lá, a Rússia impossibilita revide", explica Brustolin. Para o pesquisador de Harvard, a ONU pouco pode fazer. “É difícil até chegar ali, porque a Rússia impôs várias condições", afirma. Nesta quinta-feira, o secretário-geral, Antonio Guterres, irá à cidade ucraniana de Lviv, mas ainda não existe nada acertado para inspeção independente do local em perigo.
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Aug 17, 2022 • 24min

Para entender a sucessão em Pernambuco

Entre vários sobrenomes tradicionais da política local, desponta isolado na liderança o de Marília Arraes (Solidariedade), neta de um ex-governador (Miguel Arraes) e prima de outro (Eduardo Campos). “Ela foi a primeira dissidência do grupo” que chegou ao poder em 2007 com Eduardo, explica neste episódio Gerson Camarotti, comentarista da TV Globo e colunista do g1. Enquanto a deputada federal registra 33% na recém-divulgada pesquisa do Ipec, seus principais adversários estão embolados numa faixa que vai dos 11% aos 6%. Aí aparecem, em ordem decrescente, a ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB), o ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira (PL), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o deputado federal Danilo Cabral (PSB) - este último correligionário e candidato do atual governador, Paulo Câmara, em aliança com o PT. Convidado por Renata Lo Prete a analisar a disputa no Estado onde nasceu e iniciou sua trajetória no jornalismo, Camarotti dimensiona o desgaste e as chances de reação dos herdeiros políticos de Campos, morto em acidente de avião quando concorria ao Planalto, em 2014. Numa praça em que Lula (PT) tem hoje mais de 40 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente “é o grande eleitor” e se conduz de maneira pragmática”: formalmente apoia Cabral, mas permite que a ex-petista use seu nome na campanha.
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Aug 16, 2022 • 23min

Eleições: usos e abusos nas redes sociais

A campanha começa oficialmente nesta terça-feira, mesma data em que o Tribunal Superior Eleitoral troca de comando. Agora sob a presidência do ministro Alexandre de Moraes, o TSE quer se aproveitar da experiência traumática de 2018 para conter a desinformação. Para isso, fechou acordos com diferentes plataformas. Mas, dadas a profusão de conteúdo e a resistência das empresas, o máximo que se consegue é “enxugar gelo”, avalia Pablo Ortellado, coordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital e professor da USP. Em conversa com Renata Lo Prete, o colunista do jornal O Globo pondera que ataques entre candidatos sempre existiram. A grande novidade é a ofensiva de um deles contra as regras do jogo. “O elemento mais preocupante são os ataques ao sistema eleitoral”, diz. Na disputa entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) nas redes, importa menos o número individual de seguidores e mais o tamanho do exército de influenciadores a serviço de cada um, avalia o pesquisador. Ele também elenca as plataformas que mais preocupam pelo potencial de disseminação de fake news: WhatsApp (dificuldade de rastreamento das mensagens), Facebook (investiu pouco em transparência) e YouTube (comprometimento ainda frágil com a retirada de conteúdo enganoso).
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Aug 15, 2022 • 20min

Combustíveis em queda no mundo

Pela primeira vez desde fevereiro, quando começou a guerra na Ucrânia, o galão de gasolina ficou abaixo de US$ 4 nos EUA. Reflexo de medidas internas, mas sobretudo do tombo no valor do petróleo no mercado internacional - o barril passou de US$ 120 para menos US$ 100 em questão de semanas. Realidade também na Europa e no Brasil, a inflexão na curva de preços dos derivados tem como pano de fundo “a desaceleração da economia em todo o mundo”, afirma Armando Castelar Pinheiro, pesquisador do FGV-IBRE e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em conversa com Renata Lo Prete, ele analisa o peso da China e de seus gigantescos lockdowns para conter surtos de Covid no quadro de risco de recessão global. E trata do Brasil, onde a equação dos combustíveis passa também, no momento, “pela valorização do real diante do dólar”, além de fatores político-eleitorais. Na semana passada, a Petrobras anunciou novo corte no preço do diesel para as refinarias.
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Aug 12, 2022 • 32min

Os significados do 11 de agosto

No Largo de São Francisco, milhares de pessoas se reuniram ao redor das arcadas da Faculdade de Direito da USP enquanto, lá dentro, eram lidos dois documentos concebidos em resposta à escalada ofensiva de Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral. Um da Federação das Indústrias de São Paulo e outro - a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito" - de professores da própria escola. Acompanhando a manifestação in loco, a produtora e roteirista Isabel Seta registrou para este episódio as palavras mais entoadas nas vozes do estudante Igor, de 18 anos, e da aposentada Maria Aparecida, de 81. Todas as capitais e o Distrito Federal organizaram atos para endossar a carta, que já tem mais de 1 milhão de assinaturas. “Caiu o preço para a elite apoiar a democracia”, diz o sociólogo Celso Rocha de Barros sobre a mensagem contida na presença das lideranças tanto da Fiesp quanto da Febraban na cerimônia. “E subiu o preço do golpe”, completa. Convidado de Renata Lo Prete para tirar o saldo deste 11 de agosto, o colunista do jornal Folha de S. Paulo destaca o caráter suprapartidário do evento, que reuniu desde ex-aliados do atual presidente até organizações historicamente ligadas à esquerda. A carta dos juristas vem à luz 45 anos depois de sua versão inspiradora, escrita durante a ditadura. Mas, avalia Celso, os atos desta quinta-feira se assemelham menos aos de 1977 e mais à campanha das Diretas Já, na década seguinte, quando o regime militar estava em seus estertores. Para ele, o sucesso da iniciativa atual mostra a políticos e militares “que estão em dúvida para que lado o vento vai soprar”. “Dar golpe e fracassar não é bom negócio”, conclui.
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Aug 11, 2022 • 24min

Justiça aperta o cerco contra Trump

A operação realizada por agentes do FBI no endereço do ex-presidente na Flórida joga luz sobre um caso menos comentado que o da invasão do Congresso, porém de maior potencial imediato de dano. O material recolhido em Mar-a-Lago “nem poderia ter deixado a Casa Branca”, diz Guga Chacra, lembrando que, nos EUA, qualquer registro oficial do presidente é considerado bem público e deve permanecer no Arquivo Nacional. Desaparecer com esses documentos pode resultar até em inelegibilidade. Para o comentarista da TV Globo em Nova York, também colunista do jornal O Globo, essa ação inédita dificilmente teria sido autorizada “sem evidência de crime”. Na conversa com Renata Lo Prete, o jornalista recapitula as diferentes apurações em curso contra Donald Trump - em depoimento nesta 4ª feira em Nova York, o ex-presidente invocou a 5ª emenda à Constituição para não responder perguntas sobre suspeitas de fraude em seus negócios privados. Passando da polícia à política, Guga analisa o domínio de Trump sobre o Partido Republicano e o que ameaça rompê-lo. E avalia se o ex-presidente está hoje mais perto da cadeia, do impedimento eleitoral ou de uma nova candidatura à Casa Branca.
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Aug 10, 2022 • 21min

TSE e militares: freio de arrumação

A Justiça Eleitoral vinha reagindo apenas com esclarecimentos e declarações de princípios aos questionamentos infundados de militares, estimulados por Jair Bolsonaro, às urnas eletrônicas. Mas agora decidiu que isso não basta: flagrado espalhando fake news sobre elas, o coronel Ricardo Sant’Anna foi expulso do grupo formado para verificar a programação das máquinas de votar. Em conversa com Renata Lo Prete, o repórter Marcelo Godoy, do jornal O Estado de S. Paulo, explica que as postagens de Sant’Anna ferem o regulamento disciplinar do Exército, o Estatuto do Militar e portaria do Ministério da Defesa. Para Godoy, que cobre a área há muitos anos, não se trata de caso isolado. “Existe larga contaminação das Forças Armadas pelo bolsonarismo”, diz. O episódio conta ainda com a participação de Marina Dias, autora de reportagem na revista Piauí sobre as providências tomadas pelo TSE para salvaguardar a integridade do processo. “Quanto às sugestões dos militares, a Corte considera que tudo o que poderia ser incorporado já foi”, afirma a jornalista. “As respostas foram dadas, são públicas. Os militares insistem porque isso faz parte do jogo de tentar desacreditar.” Marina também analisa a iminente troca de comando no tribunal - na próxima semana, Fachin será sucedido por Alexandre de Moraes.

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