

O Assunto
G1
Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.
O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify:
https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk
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Episodes
Mentioned books

Nov 3, 2023 • 30min
O futuro do embate entre Lula e Bolsonaro
Nesta quarta-feira (1), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o Jair Bolsonaro (PL) à inelegibilidade mais uma vez, agora por abuso de poder político nos eventos oficiais de 7 de setembro – ele e o candidato a vice, Braga Netto (PL), ficam sem poder disputar eleições até 2030. Em Brasília, o presidente Lula (PT) vem enfrentando um Congresso mais resistente a seu programa de governo do que em seus mandatos anteriores. Em comum, os dois olham para 2024 com as eleições municipais na mira. Numa conversa a três sobre política, Natuza Nery recebe Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo, comentarista da rádio CBN e âncora do Roda Viva, da TV Cultura, e Thomas Traumann, colunista da revista Veja e do Poder 360. Neste episódio: - Vera fala sobre a mais recente condenação do ex-presidente que, agora, já deve enfrentar como “favas contadas” o fato de não ser candidato em 2026 – para ela, o objetivo de Bolsonaro passa a ser “manter a tropa unida”. E, para Thomas, o que resta a ele é “imitar Lula e tentar construir a imagem de que o bolsonarismo é alvo de perseguição”; - A dupla comenta os potenciais impactos da atuação tanto de Lula quanto de Bolsonaro nas eleições municipais do ano que vem – e destaca o papel da corrida eleitoral no Rio de Janeiro neste contexto, sobretudo depois da inelegibilidade de Braga Netto (PL). “Bolsonaro perdeu uma eleição e teve a liderança enfraquecida”, avalia Vera; - Os dois comparam os primeiros meses do mandato de Lula com os seus governos anteriores. “Ele não esperava essa resiliência do bolsonarismo e nem um Congresso tão empoderado como esse”, afirma Vera. “O governo Lula, para cada problema novo tem uma ideia velha”, resume Thomas; - Thomas comenta o hábito de Lula de observar de perto as pesquisas de aprovação - e como isso vai definir agendas para 2024. “Quando ele diz que no ano que vem não vai viajar e só ficará no Brasil, é resultado de pesquisa eleitoral”, relata.

Nov 2, 2023 • 21min
Antônio Carlos
Nascido na favela Morro da Cachoeirinha, na zona norte do Rio de Janeiro, um dos maiores nomes da TV, do cinema e da música brasileira se tornou ator quase que por acidente. Mesmo no auge da carreira de humorista, nos "Trapalhões", ele dizia não ter talento para atuação. O carioca foi parar na TV graças a sua paixão pelo samba, paixão esta que ele escondeu de muitos ao seu redor por um bom tempo, com medo de perder o cargo na Aeronáutica, onde trabalhou durante anos. O que Mussum não esperava, no entanto, é que sua aparição na telinha lhe levasse ao estrelato.

Nov 1, 2023 • 26min
O estica e puxa em torno da meta fiscal
Desde que o arcabouço fiscal foi apresentado pelo Ministério da Fazenda, a proposta de zerar o déficit primário já em 2024 foi recebida com ceticismo pelo mercado. Há meses, Fernando Haddad emprega esforços para aumentar receitas e equilibrar as contas da União, que esse ano vão ficar mais de R$ 100 bilhões no negativo. Até que na sexta-feira passada (27), o presidente Lula (PT) afirmou que será muito difícil cumprir a meta – o que abriu um descompasso com as falas de Haddad e gerou barulho no mercado financeiro. Para explicar as consequências da declaração do presidente na política fiscal do governo, Natuza Nery entrevista a economista Juliana Inhasz, professora do Insper. Neste episódio: - Juliana avalia que a meta “não é factível”: e que embora o governo busque novas fontes de arrecadação, ele também propõe mais gastos públicos. “É um governo mais caro diante de uma arrecadação que não cresce tanto assim”, resume; - Ela afirma que uma mudança na meta fiscal a essa altura faria com que o governo perdesse a credibilidade com os agentes do mercado e investidores. “Difícil desenhar cenário de Suíça para o Brasil. Ou seja, o mercado esperava um cenário mais realista”; - Juliana critica a “bateção de cabeça” entre ministro e presidente, sobretudo às vésperas da reunião do Copom que decidirá, nesta quarta-feira (1º), a taxa básica de juros: “Esse descompasso faz com que o mercado fique resistente e ruídos podem gerar pressões inflacionárias”; - A professora também comenta o papel do Congresso na busca por equilíbrio fiscal: “É muito perigoso. Pode haver um cenário de cada vez mais déficit”, conclui.

Oct 31, 2023 • 27min
Israel x Hamas – crimes de guerra
Desde o ataque terrorista do Hamas contra Israel no dia 7 de outubro, somam-se episódios de abuso contra o direito humanitário internacional. A começar pelo assassinato de civis e captura de reféns pelo grupo terrorista até a mais recente ofensiva israelense sobre a Faixa de Gaza – que vem sendo bombardeada e sofreu com o corte de água e energia elétrica. Para contar os últimos eventos da guerra e explicar os principais preceitos do direito humanitário, Natuza Nery conversa com a jornalista Paola de Orte, correspondente no Oriente Médio para a TV Globo e Globonews, e com Thiago Amparo, advogado, doutor, professor de direito internacional na FGV-SP e colunista do jornal Folha de S.Paulo. Neste episódio: - De Tel Aviv, em Israel, Paola relata os acontecimentos dos últimos dias no conflito: a ofensiva terrestre do exército de Israel sobre Gaza e o corte na comunicação dos palestinos, os desgastes políticos de Benjamin Netanyahu e a troca de ataque que viu in loco na cidade de Sderot. “Vemos fumaça cinza no céu e ouvimos o tempo todo o barulho das explosões”, resume; - Thiago justifica por que, para o direito humanitário internacional, independentemente da motivação da guerra é necessário que os dois lados respeitem as regras: “É para garantir regras básicas diante dessa realidade brutal e proteger civis e não-combatentes”; - Ele afirma que a regra da distinção é a “regra de ouro” do direito humanitário - ou seja, a diferenciação entre pessoas e coisas militares e civis. Thiago também comenta as regras da proporcionalidade e da precaução; - O professor opina sobre as violações humanitárias cometidas por Hamas e pelo Estado de Israel, como a captura e manutenção e reféns e a interrupção do acesso a água e energia. “O ataque indiscriminado a civis impõe sofrimento sistemático à população”, conclui.

Oct 30, 2023 • 23min
Lavagem de dinheiro: como asfixiar o crime
Chave para o funcionamento de esquemas criminosos como o tráfico de drogas e as milícias, a lavagem de dinheiro transforma o dinheiro ilegal em legal. A conhecida fórmula de “seguir o dinheiro” é uma das formas mais eficazes de sufocar o crime organizado. Mas para que haja investigação, é preciso acesso a órgãos de controle e fiscalização, a informações das 27 secretarias de segurança e uma boa relação com sistemas de inteligência. Para entender os desafios para desmontar a prática financeira que dá lucro ao crime, Natuza Nery conversa com o Pierpaolo Bottini, professor da Faculdade de Direito da USP. Neste episódio: - Pierpaolo justifica por que a “tática da prisão e repressão” não funciona para o combate ao crime organizado, mas, sim, “identificar, congelar e confiscar os recursos financeiros”. E lista as atividades favoritas para a prática de esquentar o dinheiro: negócios que giram dinheiro em espécie e setores que operam produtos de valor subjetivo; - Ele também argumenta que “o Coaf talvez seja o ponto mais relevante do combate ao crime organizado” - no ano passado, recebeu mais de 7 milhões de comunicações suspeitas: “Tem o papel de organizar as informações sobre lavagem de dinheiro”; - O criminalista fala sobre a importância de se identificar as atividades ilegais financiadas pelo tráfico de drogas e pelas milícias para “construir políticas públicas de mais qualidade”. “Mais importante que comprar milhares de viaturas é colocar servidores a mais no Coaf”, conclui.

Oct 29, 2023 • 3min
Teaser - Mussum, o Podcastis
Da carreira de músico com os Originais do Samba ao sucesso estrondoso em “Os Trapalhões”, Antônio Carlos Bernardes Gomes foi uma estrela múltipla. Brilhou na TV, cinema, teatro, passarelas de carnaval, estúdios de música e palcos Brasil afora e adentro. Mas você sabe como tudo começou? Como um jovem negro nascido em uma favela na zona norte carioca se tornou Mussum, um ídolo de várias gerações? Quais foram as intrigas e os problemas que ele enfrentou? Que legado ele deixou? “Mussum, o podcastis” é uma parceria entre g1 e Globo Filmes que, em cinco episódios, aprofunda detalhes da vida e da carreira de Mussum, retratado na cinebiografia “Mussum, o filmis”. Um artista que, como raríssimos outros, estabeleceu uma marca inigualável no imaginário e na cultura do Brasil.

Oct 27, 2023 • 26min
Rio Negro: a seca histórica e as vidas que dependem dele
Desde que se mede o volume do rio, há mais de 120 anos, ele nunca esteve tão baixo. Resultado de uma longa e intensa escassez de chuvas em uma das regiões mais úmidas da floresta amazônica. Assim, desde o Alto Rio Negro até ele se somar ao Rio Solimões e formar o Amazonas, mais de 600 mil pessoas sofrem as consequências desta seca - além do impacto ainda imensurável na fauna e flora. Entre as comunidades afetadas, está a aldeia Açaí-Paraná, em São Gabriel da Cachoeira, onde vivem cerca de 50 indígenas da etnia Piratapuya, às margens do Rio Uaupés. Um desses indígenas é Rosivaldo Miranda, que foi agente de manejo ambiental e, durante quase 10 anos, registrou as mudanças no clima da região. Diretamente de sua comunidade, ele relatou ao Assunto como tem sido a vida daqueles que dependem do rio: “A gente fica com medo de perder o rio. E sofrer as consequências”. Natuza Nery entrevista Jochen Schongert, pesquisador da coordenação de pesquisas em dinâmica ambiental do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e integrante do grupo de pesquisa Maua (Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas). Neste episódio: - Rosivaldo descreve como foram os últimos 3 meses para sua comunidade diante da estiagem. Ele relata a impossibilidade de navegar nos trechos mais secos dos rios, a queda na oferta de peixes para a pesca e até a ocorrência de queimadas no roçado de parentes. “A seca foi tão rápida que não deu para planejar nada”, conta. “A água ficou quente, parecia estar fervendo. E a gente depende muito do rio e da água pra sobreviver”; - Jochen explica como a elevação da temperatura da água, que chegou a superar os 39°C, resultou na morte de peixes e mamíferos aquáticos, caso dos botos – pelo menos 150 deles perderam a vida desde agosto. “É um enorme impacto para o ecossistema e para as comunidades ribeirinhas”, afirma; - Ele fala sobre as consequências da “anomalia climática” em toda a Amazônia e alerta para o risco de que a temporada de chuvas, que se inicia entre outubro e novembro, seja fraca: “E, com isso, vamos enfrentar nova seca severa no ano que vem”.

Oct 26, 2023 • 28min
Israel x Hamas: diplomacia paralisada na guerra
Mais uma vez, propostas para pacificar o conflito foram frustradas no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Os textos apresentados por EUA e Rússia foram vetados, assim como aconteceu com a tentativa brasileira de apresentar um cessar fogo – o Itamaraty deve apresentar nova proposta nos próximos dias, com o apoio de países que não são membros permanentes do Conselho. E enquanto as lideranças falham em encontrar resoluções racionais para o conflito, quase 8 mil pessoas já perderam a vida. Para explicar o tabuleiro da diplomacia, Natuza Nery entrevista Tanguy Baghdadi, professor de relações internacionais na Universidade Veiga de Almeida e fundador do podcast Petit Journal, e Christopher Mendonça, professor de relações internacionais do Ibmec-MG. Neste episódio: Tanguy analisa o atual cenário do conflito e a expectativa internacional sobre a força que Israel irá empregar para invadir por terra a Faixa de Gaza – e como isso irá impor mais terror à população civil de lá. “A pergunta é para onde essas pessoas vão. Qual é a alternativa delas?”, questiona; Ele aponta duas dimensões para se observar neste momento: o discurso oficial das autoridades e aquilo que é dito “a portas fechadas”. Para ele, os votos no Conselho de Segurança são "um campo de disputa daqueles que os olhos veem” e o Brasil é um dos atores que tentam “destravar esse cenário”; Christopher comenta as críticas ao Conselho de Segurança, uma estrutura criada há 80 anos e que tem 5 países com direito ao veto: “Essa forma de decisão tem prejudicado que as resoluções de paz cheguem a sua formação”; Ele também fala sobre a "dilapidação do processo de tomadas de decisão da ONU” e o recente atrito entre o Secretário-Geral da organização e o chanceler israelense. “A ONU, a despeito de suas falhas, ainda é o principal órgão de mediação entre os Estados”, afirma.

Oct 25, 2023 • 34min
Milícias no Rio – a origem e a associação ao tráfico
Nesta semana, os moradores da Zona Oeste da capital fluminense viveram o terror daquele que foi o maior ataque ao transporte público da história da cidade – foram queimados 35 ônibus e 1 trem. Tratou-se de uma vingança do grupo mais poderoso da milícia, a Liga da Justiça, pela morte do miliciano apontado como número 2 da hierarquia na região e irmão do chefe maior do grupo criminoso. Ele foi morto em confronto com a Polícia Civil. Para explicar a atuação da milícia no Rio de Janeiro, sua relação com o narcotráfico e com as forças de segurança do Estado, Natuza Nery ouve Rafael Soares, repórter especial dos jornais O Globo e Extra, apresentador do podcast Pistoleiros e autor do livro Milicianos, que será lançado em novembro. Neste episódio: - Rafael define as milícias como “domínio territorial armado atrelado à exploração econômica” e detalha as diferenças entre seu modo de funcionamento e o do tráfico, que é “varejo de drogas”: “Apesar da aproximação dessas organizações, ainda vejo dois modelos diferentes coexistindo”; - Ele recupera a história de mais de quatro décadas das milícias na Zona Oeste do Rio de Janeiro, desde a estruturação de uma rede de transporte alternativo e de um suposto serviço de segurança para os moradores. “A situação atual de fragmentação da milícia é nova e há acordos com facções do tráfico”, afirma; - O jornalista descreve as três fases da história da Liga da Justiça, maior milícia do Rio, e como a política interna da organização criminosa resultou na expansão dos crimes e na aproximação com o tráfico. E informa como a morte recente de lideranças inaugura a terceira fase da milícia: “Há uma situação de guerra interna já há mais de um ano. E o Comando Vermelho vê a oportunidade de retomar territórios”; - Rafael também comenta as ineficazes estratégias de combate aos grupos criminosos organizados no Rio de Janeiro. Para ele, a “federalização pode ser uma medida interessante”, mas, antes, a gestão da segurança pública fluminense “precisa fazer o básico”: “Melhorar investigação de homicídio, equipar a estrutura de combate à milícia e investir em correção policial”, resume.

Oct 24, 2023 • 28min
Massa x Milei – a surpresa na eleição argentina
Ao contrário do que apontava a maioria das pesquisas, o 2º turno da eleição para presidente na Argentina inicia com vantagem para o candidato peronista Sergio Massa: ele registrou 36% dos votos neste domingo (22), superando o populista radical de direita Javier Milei, com 30%. Até o dia 19 de novembro, os dois disputam os votos da terceira colocada, a conservadora Patricia Bullrich (23%), e de candidaturas menores para conquistar a passagem para a Casa Rosada pelos próximos 4 anos. Para explicar os números do primeiro turno e projetar as próximas semanas de campanha, Natuza Nery entrevista Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quartely e analista de política latino-americana há 20 anos, e Maurício Moura, economista e professor da Universidade George Washington (EUA). Neste episódio: Brian justifica a surpresa com um segundo turno entre “o ministro da Fazenda do país com inflação de 140%” e “um economista outsider meio bolsonarista”. Ele avalia que Milei ainda irá crescer e ganhar votos de eleitores de Patrícia Bullrich, mas que parte do eleitorado de centro-direita considera “loucas as ideias dele”; O jornalista comenta que, embora o peronismo siga muito forte, o movimento político “teve seu pior desempenho em nível nacional na história moderna” e destaca o incentivo fiscal promovido pelo governo como “compra de votos” em prol de Massa; Maurício pondera as fraquezas e as qualidades de Massa e Milei aos olhos dos eleitores argentinos: Massa integra um governo com 2/3 de rejeição, e Milei investe em pautas conservadoras, sem aderência na maioria da população. "É uma batalha de rejeições”, resume; Ele fala sobre as dificuldades do vencedor, seja Massa ou Milei, em negociar com o Congresso argentino, que não tem nenhuma maioria formada na atual composição - embora a chapa de oposição tenha crescido muito nesta eleição. “A governabilidade será muito frágil”, conclui.


