

45 Graus
José Maria Pimentel
O 45 Graus é um podcast para saber mais e pensar criticamente. José Maria Pimentel - economista, professor universitário e curioso por natureza - conversa sobre os grandes temas (e não só) com especialistas e pessoas cujas ideias vale a pena ouvir.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.
Episodes
Mentioned books

Oct 2, 2024 • 1h 34min
#172 José Gameiro - “O que aprende um terapeuta de casais sobre as relações e as pessoas?”
José Gameiro nasceu em Lisboa, em 1949. Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa, com especialidade em psiquiatria, e doutorou-se em Psicologia e Saúde Mental na Universidade do Porto. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. Assina, no Expresso, a crónica «Diário de um psiquiatra», onde fala sobretudo de relações e terapia de casais. É autor de vários livros sobre estes temas, o último dos quais, publicado este ano, provocadoramente chamado «Manual de Infidelidade». Foi uma grande conversa. O convidado é conversador espirituoso (como vão ver) e é talvez a pessoa em Portugal com mais experiência a lidar com casais: desde os problemas mais comuns ao que distingue os casais que funcionam bem. (Episódio apenas audio.) -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Workshops de Pensamento Crítico. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:57) O que ser terapeuta conjugal ensina sobre as relações. | O maior desafio no casal é lidar com as diferenças (18:18) O dinheiro e a carreira (28:24) Como funciona, na prática, a terapia de casal? Carl Whitaker. Cultura EUA vs Portugal (39:57) O terapeuta, com a experiência, constroi uma intuição sobre os casais? (44:30) Diferenças no casal e papeis de género. | Casais do mesmo sexo. | Estudo de Masters and Johnson (52:21) Infidelidade: padrões e diversidade (1:08:31) Os casais não devem dizer e discutir tudo? | A “verdadaça” (1:16:26) Lições para a vida conjugal de uma vida de terapeuta de casais (1:21:46) O mais importante numa relação é sentir-se compreendido | E o mais devastador é a crítica sistemática (1:26:32) O modelo de guarda partilhada de casais separados continua a discriminar os homens? (1:31:53) “Somos sobretudo amigos” ______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sep 18, 2024 • 1h 52min
#171 Diana Grilo Silva - Reinventar organizações: menos hierarquia, autonomia e feedback radical
(Nota: alguns ouvintes têm reportado que este episódio surge sem som na app da Apple. Caso aconteça, é necessário eliminar o 45 Graus da biblioteca e depois subscrever de novo o podcast, e fazer download deste episódio.) Veja este episódio também no Youtube. Diana Grilo Silva é “Head of Interactions” na Critical Techworks (CTW), uma empresa software que resulta de uma ‘joint-venture' entre a portuguesa Critical Software e a BMW, e que se distingue por várias práticas de gestão radical, que dão forma a uma nova forma de trabalhar, disruptiva, horizontal e autónoma. A Diana é formada em Engenharia Informática pela Universidade de Évora, e antes da CTW passou pela Nokia e pela Talkdesk, entre outras empresas. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Registe-se para ser avisado(a) de futuras edições dos workshops de Pensamento Crítico: https://forms.sendpulse.com/7e62c1e4f5 _______________ Índice: (0:00) Introdução (5:44) Como pode uma empresa crescer sem ficar mais vertical, com mais níveis hierárquicos? | Seguir o exemplo das células e da mitose (14:58) Equipas em autogestão e separar responsabilidade de gestão entre delivery e gestão de pessoas | O que faz um(a) SCRUM master? (34:16) Gestão e a armadilha do Princípio de Peter (40:59) Um método radical para a avaliação de desempenho e feedback. | Avaliação na CT, baseada em 4 atributos principais. | É a própria pessoa que decide! (49:18) Aprender a dar feedback | No inicio é sempre estranho. Começar com perguntas. (1:08:33) Metodologia Scrum. Usar Scrum para fazer obras em casa? | (1:12:02) Importância de incentivar a experimentação. “Falhar depressa” | Sandboxing | Post-mortem (1:17:40) O que nos motiva no trabalho? TED Talk Dan Pink | Lei de Goodhart (1:35:05) Desafios de ser mulher na área tecnológica (artigo da convidada) Livros recomendados: Reinventing Organizations, Frederic Laloux | The Connected Company, Dave Gray | Humanocracy: Creating Organizations as Amazing as the People Inside Them – Gary Hamel e Michele Zanini ______________ Esta conversa foi editada por: DBF Estúdio See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 31, 2024 • 37min
Bónus: AMA - Perguntas dos Ouvintes
Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com Inscreva-se aqui nas sessões de setembro e outubro dos workshops de Pensamento Crítico, módulo "Desinformação e Números que Enganam.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 24, 2024 • 2min
Novo módulo dos workshops de Pensamento Crítico: Desinformação e Números que Enganam
Veja aqui as datas das sessões e como inscrever-se.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 24, 2024 • 1h 54min
#170 Alexandre Mergulhão e Pedro Almeida Jorge (pt2/2) - IRS, meritocracia, bizarrias do IRC e impostos sobre heranças
Veja este episódio também no Youtube. Alexandre Mergulhão é economista, formado na Nova SBE, e técnico superior no gabinete de estudos do Ministério das Finanças (GPEARI). É doutorando em Economia Política no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, onde também é professor Assistente Convidado. É autor do estudo “Fiscalidade em Portugal”, de que falámos muito neste episódio, publicado pela Associação Causa Pública, um think-tank que reune diferentes visões vindas da esquerda. Pedro Almeida Jorge é também formado pela Nova SBE e tem carreira na área de auditoria e consultoria fiscal a entidades do setor financeiro. Além disso, é coordenador da biblioteca e das traduções do Instituto Mais Liberdade, um think-tank com uma visão liberal, focado na defesa da liberdade individual e na economia de mercado. O Pedro tem coordenado a publicação de vários livros nesta linha em Portugal, como “Ambientalismo: Uma Visão de Mercado” e “Adam Smith Tinha Razão" de Rainer Zitelmann. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Registe-se para ser avisado(a) de futuras edições dos workshops de Pensamento Crítico: https://forms.sendpulse.com/7e62c1e4f5 _______________ Índice: (0:00) Introdução (03:28) Rendimentos financeiros: como o não englobamento permite aos mais ricos pagar menos IRS | Livro: Henry George Progresso e Pobreza | Milton Friedman (30:11) IRC: faz algum sentido também ser progressivo? | Estudo FFMS, coordenada por Pedro Brinca | Falta de escala das nossas empresas | Paper: Gechert, S. Heimberger, P. Do corporate tax cuts boost economic growth? | Livro: The Bourgeois Virtues, de Deirdre Nansen McCloskey (43:01) Falta a Portugal uma mentalidade amiga do espírito capitalista? | Tese de Durkheim sobre suicídio | Adam Smith: Teoria dos sentimentos morais (01:16:41) Impostos sobre o património: imposto anual (e.g. IMI) & imposto sobre heranças | Os Fisiocratas | IMT vs IMI (01:21:42) Devíamos implementar um imposto sobre grandes heranças? | UBS Global Wealth Report 2024 | Livro: O Capital no Século XXI de Thomas Piketty | Análise de Juan Ramón Rallo referida pelo Pedro | Artigo do Pedro Almeida Jorge no ObservadorSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 17, 2024 • 1h 31min
#169 Alexandre Mergulhão e Pedro Almeida Jorge (pt1/2) - Pagamos impostos a mais em Portugal?
Veja também no Youtube. Alexandre Mergulhão é economista, formado na Nova SBE, e técnico superior no gabinete de estudos do Ministério das Finanças (GPEARI). É doutorando em Economia Política no Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, onde também é professor Assistente Convidado. É autor do estudo “Fiscalidade em Portugal”, de que falámos muito neste episódio, publicado pela Associação Causa Pública, um think-tank que reune diferentes visões vindas da esquerda. Pedro Almeida Jorge é também formado pela Nova SBE e tem carreira na área de auditoria e consultoria fiscal a entidades do setor financeiro. Além disso, é coordenador da biblioteca e das traduções do Instituto Mais Liberdade, um think-tank com uma visão liberal, focado na defesa da liberdade individual e na economia de mercado. O Pedro tem coordenado a publicação de vários livros nesta linha em Portugal, como “Ambientalismo: Uma Visão de Mercado” e “Adam Smith Tinha Razão" de Rainer Zitelmann. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Registe-se para ser avisado(a) de futuras edições dos workshops de Pensamento Crítico: https://forms.sendpulse.com/7e62c1e4f5 _______________ Índice: (0:00) Introdução (06:02) INÍCIO da conversa | Porque há impostos progressivos? | Carga fiscal vs esforço fiscal | Impacto nos incentivos económicos | Taxa efectiva por escalão de rendimento | Esforço fiscal: índices de Bird e de Frank | Progressividade real de um sistema fiscal | Impostos sobre rendimento vs riqueza (39:33) Porque os impostos indirectos (como o IVA) são sempre regressivos | Livro de F. HAyek - Constituição da Liberdade | Relação entre rendimento e felicidade | Joseph Stiglitz | Liberland (59:45) O nosso sistema fiscal incentiva a emigração? | Quem emigra deveria continuar a pagar IRS em Portugal? | Saez, E., & Zucman, G. (2019). The triumph of injustice: How the rich dodge taxes and how to make them pay. | Lei FATCA (EUA) | Partido Libertário (01:09:35) Como medir os serviços que cada um de nós obtém do Estado? (01:22:35 ) IRS: como compara Portugal com outros países? | Estudo Banco de Portugal sobre IRS em Portugal (p 43) | Como é que a nossa fiscalidade impacta o crescimento económico? Tax Wedge (1:30:42) Quanto paga cada escalão de rendimento de IRS em Portugal?| Segurança Social (TSU) | IRS progressivo desincentiva ao trabalho?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jul 4, 2024 • 2h 12min
#168 Pedro Correia - Exercício físico, longevidade e como medir a nossa condição física
Veja também no Youtube. Pedro Correia é atualmente CEO e Diretor Técnico da The Strength Clinic, um Centro de Treino e Longevidade situado em Lisboa, para pessoas que querem ter mais saúde, performance e longevidade. É também treinador, atleta e formador na área do exercício físico. Criou a The Strength Clinic em 2016 por conta de um problema grave de saúde que teve quando tinha 25 anos (Linfoma de Hodgkin) e por não encontrar uma solução estruturada ao nível do exercício físico que potenciasse estes resultados. Completou a Licenciatura em Educação Física e Desporto na Universidade da Madeira e o Master em Gestão de Campos de Golfe pela Universidade Europeia de Madrid, várias outras formações em alguns dos melhores Centros Desportivos nos EUA (EXOS, Titleist Performance Institute, Parisi Speed School, Milke Boyle Strength & Conditioning e Results Fitness) e vários cursos de nutrição (Precision Nutrition, NutriScience, Tudo Bompa Institute). -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Registe-se para ser avisado(a) de futuras edições dos workshops de Pensamento Crítico: https://forms.sendpulse.com/7e62c1e4f5 _______________ Índice: (0:00) Introdução (5:48) INÍCIO da conversa - Impacto do exercício na saúde | Treino de precisão | Benefícios do exercício para lá do dispêndio de energia | Exercício vs nutrição | Correr aumenta performance cognitiva | Papel do BDNF (18:33) Importância do treino de estabilidade / mobilidade (29:11) As 3 formas de capacidade cardiovascular (anaeróbica e aeróbica) | VO2 Max (Teste de Cooper). (35:43) Quando é que o exercício é demais? | Treino de alta competição | Mitocondrias (50:49) A importância da respiração | Correlação força de prensão - longevidade | Saúde cardíaca: frequência em repouso, HRV. | Ângulo de fase | Gordura visceral (1:04:48) Velocidade, força e potência. | Porque a potência é o que mais perdemos com a idade? | Powerpenia (1:15:57) Treino: a importância de ter um objectivo e criar uma rotina. | Peter Attia e o conceito da Década Marginal | Como manter a motivação no treino. (1:22:42) Quanto tempo demora o treino a ter efeitos? (1:30:56) Porque a qualidade da ligação cérebro-músculo é mais importante do que a massa muscular. | Hipertrofia. (1:37:50) Flexibilidade vs força | Quando fazer alongamentos? (1:49:22) Treino de força cria risco de lesões? | Importância do treino de movimento (1:56:49) Para lá do físico: o treino enquanto fonte de resiliência e auto-estima (1:58:54) Em que medida a nossa genética limita o nosso potencial? (2:05:58) Quando dormimos mal devemos ir treinar? | Treino de alta intensidade (HIIT)See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 26, 2024 • 41min
#167 [EN] Renate Nikolay [audio-only] - EU’s digital strategy, regulation, innovation, the Brussels Effect
Renate Nikolay is deputy director-general at DG Connect (Directorate-General for Communications Networks, Content and Technology) at the European Commission. _______________ Chapters: (0:00) Introdução (2:42) English intro (8:02) Opportunities and challenges of the digital revolution | GDPR (General Data Protection Regulation) | AI Act + AI innovation package | Data Act (16:12) Digital Services Act (DSA) | The role of DSA in fighting desinformation during the EU elections | Facebook–Cambridge Analytica data scandal (22:41) Artificial intelligence: why the EU stepped in in providing open-access supercomputers | Inflation Reduction Act (IRA) in the US (28:13) Does EU regulation stifle innovation? | Recent paper by Anu Bradford: The False Choice Between Digital Regulation and Innovation | Hiroshima AI process (33:19) Digital Decade policy programme. | 2023 report. (35:48) Economic security: the importance of ensuring production of semiconductors in Europe. | Chips Act (38:07) The future: what will change in the EU’s role in the digital arena? _______________ O tema de hoje é a revolução digital que estamos a viver e, em particular, a estratégia da UE para lidar com ela: tentando regular os riscos destas tecnologias e, ao mesmo tempo, potenciar a inovação digital no continente. A tecnologia e o mundo digital sempre me interessaram -- ou não estivessemos num podcast, uma espécie de rádio digital --, mas sobre as políticas da UE nesta área tinha, até há pouco tempo, apenas uma ideia vaga. …E não era uma ideia especialmente positiva, muito influenciada pelas críticas (que certeza já ouviram por aí) de que enquanto os EUA inovam e criam grandes empresas, a especialidade da Europa é basicamente…regular. Mas a verdade é que tenho vindo a mudar a minha visão desde que passei a colaborar de perto com a DG Connect -- que é o departamento da CE responsável por esta área --, enquanto “embaixador digital”; um grupo que reune pessoas activas no mundo digital dos vários países da União. Nas viagens que tenho feito a Bruxelas nos últimos tempos, e em discussões com quem lá trabalha, tenho percebido que existe, na UE, uma visão para o mundo digital que, não sendo imune a críticas, é claramente pensada, multifacetada e a olhar para o futuro. Por isso, decidi que estava na altura de trazer este tema ao podcast. A convidada é Renate Nikolay, que é directora adjunta na DG Connect e alguém que, como vão perceber, defende esta visão de forma muito coerente. _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Renate Nikolay is deputy director general at DG Connect. Before that, she was head of cabinet of Vera Jourova, the European commissioner for justice, consumers and gender equality. Before that, she led the Unit of interinstitutional and international relations in DG Justice between 2011 and 2014. She has also been an advisor in the cabinet of the first High Representative and Vice President Catherine Ashton where she led on the relations with the European Parliament in setting up the European External Action Service (EEAS) and on relations with Asia, in particular China. Before that, she was a member of the cabinet of Trade Commissioners Peter Mandelson and Catherine Ashton from 2004 to 2009. She started her career in the European Commission in the department for trade in November 2003 dealing with the accession negotiations of Vietnam to the World Trade Organisation and with the trade policy committee with the member states. She has also been a diplomat in the German Permanent Representation in Brussels and worked as private secretary to the German G8 sherpa in the German Ministry of Economics. Nikolay holds an M.A. as a Fulbright Scholar in Washington DC and a B.A. in law from the Free University in Berlin.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 20, 2024 • 1h 56min
#166 António Filipe Pimentel - História da Arte, o papel dos museus e a cultura em Portugal
António Filipe Pimentel foi professor universitário de História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra durante grande parte da carreira. Especializou-se fundamentalmente na arte barroca portuguesa, com uma tese de mestrado sobre o Palácio de Mafra. Fez depois o doutoramento sobre o Paço Real de Coimbra, ou seja, o edifício onde no século XVI ficou definitivamente instalada a Universidade. Até que, de maneira mais ou menos imprevisível, deu o salto para funções mais executivas -- primeiro como Pró-Reitor da UC e depois na gestão de museus. Começou com uma passagem breve como director do Museu Grão Vasco, em Viseu, e foi depois durante quase 10 anos director do MNAA, onde fez uma série de transformações. Mais recentemente, desde 2021, é diretor do Museu Calouste Gulbenkian. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas em 45grauspodcast.com ou em patreon.com/45graus. -> Registe-se para ser avisado(a) de futuras edições dos workshops de Pensamento Crítico: https://forms.sendpulse.com/7e62c1e4f5 _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:44) Entrada na História da Arte, o Palácio de Mafra e D. João V. | Criação do Patriarcado de Lisboa. Sebastião César de Meneses | | João Frederico Ludovice (arquitecto de Mafra) | Arte antiga vs arte contemporânea | Criatividade na arte antiga | Terramoto de 1755. Manuel da Maia (31:55) Obras que se perderam no Terramoto de 1755? | Exposição Encomenda Prodigiosa (35:06) Porque faltam grandes artistas na nossa História? | Nuno Gonçalves e os painéis de Sao Vicente | Rogier van der Weyden | Jan van Eyck | Auto-retrato de Dürer (44:49) Universidade de Coimbra e o Paço Real. Debate sobre se os reis portugueses foram coroados. Serenata na Sé Nova (53:49) Quando as sociedades não conseguem construir conhecimento: a história obelisco da Praça de S. Pedro em Roma. | SMulticamaraorolla (59:08) Período no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). | Parcerias com museus internacionais | Exposição ComingOut | Ideia para uma exposição que misturasse obras reais e reproduções. Museu Nacional de Escultura em Valladolid | (1:26:07) Campanha “Vamos pôr o Sequeira no lugar certo” | Que impacto teve nos museus o aumento do turismo? (1:39:48) Os museus deviam ter mais autonomia para gerir a sua coleção? (1:51:53) Museu Gulbenkian _______________ Este é um episódio…especial, porque o convidado é…meu pai. Na nossa conversa, acabei, por isso, por seguir um encadeamento mais biográfico do que é normal noutros episódios. Começámos por falar sobre o que é especial na História da Arte, em particular, na arte antiga. Isto levou-nos ao Palácio de Mafra e o reinado de D. João V., que foi o tema da tese de mestrado (na altura em que as teses de mestrado eram um trabalho de anos…!). E levou-nos também à incrível quantidade (e qualidade) de obras que se perderam naquela altura , com o Terramoto de 1755 — e às razões para haver tão poucos artistas geniais na nossa História em comparação com outros países (com honrosas mas também misteriosas excepções, como Nuno Gonçalves, autor dos Painéis de São Vicente). Falámos também da Universidade de Coimbra, que foi o tema da tese de doutoramento do meu pai (mais concretamente, o Paço Real, que é edifício onde a Universidade está instalada desde o século XVI). E, claro, falámos sobre o papel dos museus na cultura e na sociedade, em particular do período de quase 10 anos que esteve à frente do MNAA, um período em que o museu ganhou uma nova notoriedade. Isto aconteceu graças a várias iniciativas que deram nas vistas, como foi o caso da campanha “Vamos pôr o Sequeira no lugar certo”, um “crowdfunding” que permitiu adquirir para a colecção do museu o quadro “A Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira (outro dos raros génios portugueses). Participaram na campanha 171 entidades e 15 mil particulares. No final, falámos também de aspectos institucionais da gestão de museus, como a falta de autonomia que os museus públicos ainda têm em Portugal (um problema ue tem paralelos com outras instituições como as escolas, que já aqui discuti várias vezes). _______________ Esta conversa foi editada por: DBF EstúdioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jun 6, 2024 • 1h 53min
#165 Ana Estanqueiro [audio] - O boom das energias renováveis vai continuar?
Veja também em vídeo no Youtube. Ana Estanqueiro é investigadora do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), onde coordena a área de Integração de Sistemas Renováveis de Energia, e é professora convidada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde lecciona as disciplinas Energia Eólica e Redes Distribuição de Energia. É autora de mais de 200 artigos em revistas científicas e conferências, e é das pessoas que mais sabem de renováveis, especialmente eólica, e sistemas de energia em Portugal.. -> Apoie este podcast e faça parte da comunidade de mecenas do 45 Graus em: 45grauspodcast.com -> Inscreva-se aqui no próximo workshop de Pensamento Crítico. -> Registe-se aqui para ser avisado(a) de futuras edições dos workshops de Pensamento Crítico. _______________ Índice (0:00) Introdução (5:47) Como está a correr a Transição Energética a nível mundial? (13:00) Energia hídrica | Solar de concentração | O caso do Brasil | Impacto ambiental da hídrica (23:04) Os “maus alunos”: Rússia, África do Sul, Índia. | O caso da China | Custo das renováveis vs outras (28:32) Como funciona a energia eólica | Gerador eléctrico - Lei de Faraday | Lei de Betz e o limite das turbinas eólicas (35:40) Solar fotovoltaico | Lei de Moore | O risco da dependência da China. Relatório Draghi | Mercado de certificados verdes (47:43) Solar vs eólica | O que o perfil de consumo energético de Portugal diz sobre a nossa economia | Centrais híbridas (1:02:04) O desafio do armazenamento | Dunkelflaute | Baterias ox-redox | Hidrogénio verde (1:12:16) Impacto ambiental das renováveis | Turbinas usadas (1:15:52) Desafios de integrar as renováveis variáveis no tempo no sistema eléctrico | A Península Ibérica enquanto “ilha eléctrica”. Mercado europeu (1:26:21) Como está Portugal na transição energética, vamos conseguir atingir 85% de renováveis em 2030? | Gestão de consumo (1:30:59) E a energia nuclear? | Diagrama de cargas | Green deal não inclui nuclear. | (1:40:41) A nível global, quanto é que as Renováveis ainda conseguem crescer mais; vamos conseguir a Transição Energética apenas com elas? Declarações de Jean-Marc Jancovici | Eólica offshore | Desafio de alterar os mercados da energia para incorporar renováveis (projecto TradeRes). Livro recomendado: "Renewable and Efficient Electric Power Systems", de Kevin F. Hsu e Gilbert M. Masters _______________ Como prometido, aqui vai mais um episódio da série sobre a Transição Climática.. Já faltava um episódio dedicado às energias renováveis, especificamente as chamadas “renováveis variáveis no tempo”, que incluem a solar e a eólica. Hoje parece que não há dia em que não se fale de transição energética e de renováveis, mas tenho impressão que a maioria de nós não tem bem noção do ponto em que estamos, e em que medida é que a solar e a eólica vão ser capazes, por si só, de assegurar a Transição Energética. Este é, por isso, um episódio que queria mesmo fazer, e queria fazê-lo bem. Portanto, andei imenso tempo à procura do convidado certo. Precisava de alguém que conhecesse bem este mundo (que é muito técnico) e que ao mesmo tempo tivesse uma visão imparcial. Demorou, mas cheguei -- com a assistência crucial do Francisco Gomes, aqui da equipa -- ao nome da convidada de hoje: Ana Estanqueiro. A Ana é investigadora do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), onde coordena a área de Integração de Sistemas Renováveis de Energia, e é professora convidada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É autora de mais de 200 artigos em revistas científicas e, como vão perceber, é das pessoas que em Portugal mais sabem de renováveis, especialmente eólica, e de sistemas de energia. Na nossa conversa, comecei por tentar esclarecer aquela dúvida: afinal, como está a correr a Transição Energética a nível mundial: o que já foi feito, o que falta fazer, países melhores e piores alunos? … Isto levou-nos a um detour para a energia hídrica, uma renovável hoje comparativamente pouco falada mas que tem muito que se lhe diga (e que explica porque alguns países inesperados estão na linha da frente da transição energética). E falámos, claro, das duas renováveis que mais têm crescido este século: a eólica e, mais recentemente, a solar fotovoltaica, que tem crescido imenso, a começar por Portugal (onde a capacidade solar já é maior do que centrais a gás). Isto acontece porque o preço dos painéis solares caiu brutalmente na última década, em resultado de ganhos de eficiência na produção (não confundir com eficiência energética de cada tecnologia, que é basicamente a percentagem da energia que entra (vento, sol ou água) que cada uma consegue converter em energia utilizável). Só que a energia solar e eólica têm uma particularidade: a produção varia muito, quer ao longo do dia quer ao longo do ano. E isso cria talvez o maior desafio deste tipo de energia, que é conseguir armazenar energia produzida em excesso para usar quando elas não produzem (quando não há vento ou sol). Este desafio está longe de ser resolvido, mas a Ana falou de alguns métodos promissores, desde centrais híbridas ao chamado “hidrogénio verde”. E esta limitação das renováveis é, também, um dos principais argumentos dos defensores da energia nuclear (como se devem lembrar do episódio 160, com o Luís Guimarãis). Por isso, não podia deixar de perguntar à convidada a opinião dela sobre esta o nuclear, que é também uma fonte de energia limpa. E o nuclear levou-nos à questão mais importante de todas, a pergunta de 1 milhão de dólares: as renováveis tem crescido muito -- e algumas estimativas indicam que vão produzir cerca de 30% da electricidade global este ano --, mas quanto é que ainda vão conseguir crescer mais, tendo em conta restrições de materiais e espaço? Será que as renováveis são suficientes para conseguirmos fazer a Transição Energética a tempo de evitar um aquecimento do planeta de mais de 2º? No final, a convidada recomendou um livro, que podem encontrar nas notas do episódio. Foi uma bela conversa com Ana Estanqueiro, um verdadeiro ‘tour de force’ de 2 horas sobre este tema que há muito queria fazer. Atenção: é um episódio denso -- preparem-se -- mas acreditem que, se, como eu, querem ter uma opinião mais fundamentada e crítica sobre este tema, vai valer a pena! _______________ Esta conversa foi editada por: Hugo Oliveira _______________ Bio: Ana Estanqueiro é investigadora do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), onde coordena a área de Integração de Sistemas Renováveis de Energia, e é professora convidada na FCUL, onde lecciona as disciplinas Energia Eólica e Redes Distribuição de Energia e Delegada Nacional à IEA-Wind, EERA.Wind, EERA.ESI e IEC-TC88, como Presidente da CTE88 – WECS. É licenciada em Eng. Electr.-Energia, Mestre e Doutorada em Eng. Mecânica e Agregada da Universidade de Lisboa em Sistemas Sustentáveis de Energia. Os interesses científicos são vastos e passam pelo planeamento de sistemas de energia com grande participação de vRES, sua integração na rede, e em mercados de electricidade. Foi Chair e vice-Chair do IEA Wind (2004-08). É perita avaliadora de projectos na CE, Danish Energy Agency, Academy of Finland e Nordic Energy Research, entre outros organismos. É autora de mais de 200 artigos em revistas científicas e conferências.See omnystudio.com/listener for privacy information.


