

Rádio Companhia
Companhia das Letras
O podcast que respeita a sua inteligência – e alimenta o seu amor pelos livros. Quinzenalmente, às quartas-feiras, autores, editores e convidados especiais trazem histórias e conversas sobre lançamentos, bastidores e grandes temas da literatura. Um espaço para quem quer estar mais perto do universo dos livros da Companhia e fazer parte de uma comunidade de leitores apaixonados.
Episodes
Mentioned books

Mar 20, 2021 • 41min
#134 - O ar que me falta: Bate-papo com Luiz Schwarcz
Muitos de nós — se não todos nós — já tivemos momentos memoráveis de nossa história marcados pela música. Com Luiz Schwarcz não poderia ser diferente. Para o editor e autor, que sempre nutriu um profundo interesse pela arte, a música adquiriu também um papel crucial: o da salvação.
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No episódio de hoje da Rádio Companhia, Schwarcz fala sobre o seu novo livro de memórias, “O ar que me falta”, mas também sobre as canções que o acompanharam em momentos belos e críticos de sua vida. Boa parte delas foi cuidadosamente selecionada e reunida em uma playlist, disponível no Spotify da editora.
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Segundo o autor, quem leu o seu livro sobre depressão, silêncio, família e holocausto, provavelmente notou a importância da música em sua trajetória. “[Ela] foi e é minha resposta, ou saída, para o silêncio com o qual inundei minha existência, ora intencionalmente, ora sem querer”, compartilha Luiz no texto de apresentação da playlist, publicado no Blog da Companhia.
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🎧 Escute a playlist de “O ar que me falta” no Spotify:
LADO A: bit.ly/ladoaplaylist
LADO B: bit.ly/ladobplaylist
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Roteiro, produção e edição: Paulo Júnior

Mar 13, 2021 • 17min
#133 - O som do rugido da onça: Bate-papo com Micheliny Verunschk
No episódio #132 da Rádio Companhia, recebemos a escritora e historiadora Micheliny Verunschk, que acaba de lançar “O som do rugido da onça”. Neste romance embebido de lirismo, Verunschk joga luz sobre a história de duas crianças indígenas raptadas no Brasil do século XIX.
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Saiba mais:
Em 1817, Spix e Martius desembarcaram no Brasil com a missão de registrar suas impressões sobre o país. Três anos e 10 mil quilômetros depois, os exploradores voltaram a Munique trazendo consigo não apenas um extenso relato da viagem, mas também um menino e uma menina indígenas, que morreriam pouco tempo depois de chegar em solo europeu.
Em seu quinto romance, Micheliny Verunschk constrói uma poderosa narrativa que deixa de lado a historiografia hegemônica para dar protagonismo às crianças – batizadas aqui de Iñe-e e Juri – arrancadas de sua terra natal. Entrelaçando a trama do século XIX ao Brasil contemporâneo, somos apresentados também a Josefa, jovem que reconhece as lacunas de seu passado ao ver a imagem de Iñe-e em uma exposição.
Com uma prosa embebida de lirismo, este é um livro sem paralelos na literatura brasileira ao tratar de temas como memória, colonialismo e pertencimento.
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Apresentação e edição: Paulo Júnior

Mar 7, 2021 • 44min
#132 - Poetas hoje: uma entrevista com Heloisa Buarque de Hollanda
O ano era 1976. O Brasil vivia uma ditadura militar movida a censuras e repressões. Foi neste contexto político que a professora Heloisa Buarque de Hollanda reuniu uma antologia chamada "26 poetas hoje". A obra surgia como um retrato da contracultura dos anos 70, ressaltando poetas à margem das grandes editoras. Virou um clássico. A tal geração marginal, também chamada de mimeógrafo, agora estava representada em forma de livro. Na antologia, Heloisa lançou luz a nomes como Roberto Piva, Torquato Neto, José Carlos Capinan, Waly Salomão, Chacal e Ana Cristina César. Detalhe importante: eram apenas cinco vozes femininas num universo de 21 homens.
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Passados quarenta e cinco anos, Heloisa perguntou: quem está fazendo a poesia agora? A partir deste questionamento, saiu em campo e mergulhou na obra de mulheres, sobretudo das jovens que fossem, de alguma forma, afetadas pela quarta onda feminista. Com o nome de "As 29 poetas hoje", fica mantida a referência, mas trazendo uma poesia que permeia os tempos contemporâneos a elas: o machismo, a desigualdade e as novas formas questionadoras e combativas do Brasil atual. "O diferencial das novas poetas me parece ter sido a conquista de um capital inestimável: um ponto de vista próprio e irreversível e o enfrentamento sistemático do cotidiano, dos desejos e dos custos de ser mulher, já bem distante do que se conhecia como linguagem e/ ou poética de mulheres. A nova experiência com a linguagem é a consequência imediata dessa conquista", afirma a organizadora.
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No episódio #131 da Rádio Companhia, convidamos Heloisa Buarque de Hollanda a falar sobre as duas antologias. Ao longo do programa, também ouvimos a leitura de alguns dos poemas do livro pelas próprias autoras.
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Apresentação: Mariana Figueiredo
Edição: Paulo Júnior

Feb 26, 2021 • 54min
#131 - Clube Rádio Companhia - Marrom e Amarelo
Após um ano de hiato, o Clube Rádio Companhia está de volta! O primeiro livro discutido neste episódio da nova temporada, que foi gravado de forma on-line seguindo os protocolos de distanciamento social, é “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott. A apresentadora Thaís Britto recebeu para o bate-papo: Marcelo Ferroni, editor do livro; Enrico Sera, do departamento de marketing; Bruna Britto, do departamento de projetos digitais; Camilla Dias, assistente social, mediadora de leituras, docente em literatura e humanidades e produtora de conteúdo independente; e Marlon Pires Ramos, poeta, escritor e produtor cultural.
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“Marrom e Amarelo” é um livro que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.
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Alerta: este episódio contém spoilers e, por vezes, apresenta interferências e ruídos nos microfones por conta da gravação on-line!
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Outras referências citadas no episódio:
Kindred (Octavia Butler): https://editoramorrobranco.com.br/livros/kindred-brochura-luxo/
O quarto de Giovanni (James Baldwin)i: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14483
Vanishing Half (Brit Bennett): https://www.amazon.com.br/dp/B082KH5D4M/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&btkr=1
Identidade (Nella Larsen): http://www.harpercollins.com.br/livro/identidade/
O avesso da pele: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14705
Entre o mundo e eu (Ta-Nehisi Coates): https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=28000267
Quando me descobri negra (Bianca Santana): https://www.sesispeditora.com.br/produto/quando-me-descobri-negra/
The Broken Earth Trilogy (N.K Jemisin): https://www.hachettebookgroup.com/articles/n-k-jemisin-broken-earth-trilogy-books-in-order/
Série I May Destroy You : https://www.hbobrasil.com/series/detail/i-may-destroy-you/15155/ttl767847
Série A Black Lady Sketch Show: https://www.hbobrasil.com/series/detail/a-black-lady-sketch-show/14855/ttl737811

Feb 21, 2021 • 20min
#130 - Os tais caquinhos: Bate-papo com Natércia Pontes
No episódio de hoje, Natércia Pontes fala sobre o processo de escrita do seu novo livro, “Os tais caquinhos” — que surgiu de um conto, chamado “Lúcio” —, explorando também um pouco da história de Abigail, Berta e Lúcio, família que acompanhamos bem de perto ao longo da narrativa. De acordo com a autora, enquanto seu volume de contos “Copacabana Dreams” é resultado de um “olhar para fora”, “Os tais caquinhos” é um profundo “olhar para dentro”.
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Saiba mais sobre a obra:
Faltava muita coisa no apartamento 402. Mas sobravam muitas outras: caixas de papelão, bandejas de isopor, cacarecos, baratas, cupins, muriçocas, poeira, copos sujos. Abigail, Berta e Lúcio formam um trio nada convencional. Duas adolescentes dividem o apartamento com o pai, um homem amoroso, idiossincrático, acumulador, pouco afeito à vida prática, que torce para que a morte venha logo lhe buscar e dá conselhos incomuns às filhas: "É muito bom sentir fome".
“Os tais caquinhos” é um romance de formação trágico e comovente, capaz de arrancar risos nervosos. Ao descrever o dia a dia de uma família simbiótica em meio à cordilheira de lixo que só faz crescer, Natércia Pontes desenha um fascinante retrato de três pessoas que buscam conviver com seus sonhos e suas fantasias, suas manias e seus anseios, seus medos e suas revelações.
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Apresentação e edição: Paulo Júnior

Feb 14, 2021 • 46min
#129 - "Meridiano de sangue", de Cormac McCarthy, por Carol Bensimon e Antônio Xerxenesky
Neste episódio, falamos sobre "Meridiano de sangue", de Cormac McCarthy, um épico inesquecível e brutal sobre o Oeste americano ― um lugar violento e imprevisível, onde real e imaginário se fundem em uma história com dimensões apocalípticas. Saudado por críticos como Harold Bloom como um dos maiores feitos estéticos dos Estados Unidos, o livro, há muito esgotado, voltou ao catálogo da Editora Alfaguara em nova edição com capa de Gustavo Piqueira e Samia Jacintho (Casa Rex) e tradução de Cássio de Arantes Leite.
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Participam do episódio Carol Bensimon, autora da Companhia das Letras cujo último romance é "O clube dos jardineiros de fumaça" (Prêmio Jabuti 2018 na categoria Romance), leitora fiel das histórias de caubóis do autor, e Antônio Xerxenesky, também autor da casa — que acaba de entregar o seu novo romance para a editora! — e é entusiasta há muito tempo de McCarthy. O episódio é apresentado por Mariana Figueiredo e conta com leituras da obra por Paulo Júnior.
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Apresentação: Mariana Figueiredo
Leitura de trechos, edição e produção: Paulo Júnior

Feb 7, 2021 • 34min
#128 - Uma homenagem à Lélia Gonzalez, por Januário Garcia, Zezé Motta, Flavia Rios e Márcia Lima
Lélia Gonzalez, Zezé Motta, Januário Garcia. Três ícones de nossa história. Foi entre as décadas de 1960 e 1980 que suas trajetórias se cruzaram. Unidos por uma causa comum, a militância no Movimento Negro Unificado, eles foram companheiros de luta por uma sociedade mais justa e igualitária, denunciando incansavelmente o racismo e suas práticas.
Para celebrar a vida e a obra de Lélia Gonzalez, cujo aniversário foi comemorado na última segunda-feira, as organizadoras do livro "Por um feminismo afro-latino-americano", Flavia Rios e Márcia Lima, recebem o artista e fotógrafo Januário Garcia no episódio de hoje da Rádio Companhia. A atriz e cantora Zezé Motta, citada por Lélia em muitos de seus escritos, também participa da edição com leituras da obra da autora.
Roteiro: Juliana Freire
Produção e edição: Paulo Júnior

Jan 30, 2021 • 31min
#127 - Lançamentos de 2021 • Parte 2
Destaques de 2021 | Parte 2
Curiosos para conhecerem alguns dos principais lançamentos de 2021?
A Rádio Companhia está de volta após um período de recesso — e com um episódio cheio de novidades sobre publicações muito esperadas pelos leitores. Nesta edição, os publishers do Grupo Companhia das Letras dão mais detalhes sobre livros já anunciados e revelam outros que chegam ao catálogo.
O episódio foi separado em duas partes: na primeira, participam Marcelo Ferroni, responsável pelos selos Objetiva, Alfaguara e Suma, e Julia Moritz Schwarcz, publisher dos selos Paralela, Fontanar, Companhia de Mesa, Seguinte, Companhia das Letrinhas, Pequena Zahar e Brinque-Book.
Já a segunda parte conta com Otávio Marques da Costa, que apresenta os destaques da Companhia das Letras e da Penguin-Companhia, e Ricardo Teperman, responsável pela Editora Zahar.
Minutagem:
Companhia das Letras: 40''
Penguin-Companhia: 7'08''
Zahar: 7’42’’
Apresentação: Mariana Figueiredo
Edição: Paulo Júnior

Jan 30, 2021 • 40min
#127 - Lançamentos de 2021 • Parte 1
Destaques de 2021 | Parte 1
Curiosos para conhecerem alguns dos principais lançamentos deste ano?
A Rádio Companhia está de volta após um período de recesso — e com um episódio cheio de novidades sobre publicações muito esperadas pelos leitores. Nesta edição, os publishers do Grupo Companhia das Letras dão mais detalhes sobre livros já anunciados e revelam outros que chegam ao catálogo.
O episódio foi separado em duas partes: na primeira, participam Marcelo Ferroni, responsável pelos selos Objetiva, Alfaguara e Suma, e Julia Moritz Schwarcz, publisher dos selos Paralela, Fontanar, Companhia de Mesa, Seguinte, Companhia das Letrinhas, Pequena Zahar e Brinque-Book.
Já a segunda parte conta com Otávio Marques da Costa, que apresenta os destaques da Companhia das Letras e da Penguin-Companhia, e Ricardo Teperman, responsável pela Editora Zahar.
Minutagem:
Objetiva: 1'20''
Alfaguara: 4'11''
Suma: 5'29''
Paralela: 7'19''
Fontanar: 13'32''
Companhia de mesa: 15'26''
Seguinte: 17'04''
Companhia das Letrinhas, Pequena Zahar, Brinque-Book e Escarlate: 24'49''
Apresentação: Mariana Figueiredo
Edição: Paulo Júnior

Dec 18, 2020 • 56min
#126 - James Baldwin: "Notas de um filho nativo" por Jeferson Tenório e Fernando Baldraia
O último episódio de 2020 da Rádio Companhia está no ar! Nesta edição, conversamos com o editor de diversidade da Companhia das Letras, Fernando Baldraia, e o escritor Jeferson Tenório sobre o livro "Notas de um filho nativo" de James Baldwin. Tenório é patrono da Feira do Livro de Porto Alegre e lançou, neste ano, "O avesso da pele, romance que versa sobre identidade e as complexas relações raciais, violência e negritude, temas de forte presença na obra de Baldwin.
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Um dos maiores nomes da literatura afro-americana e da luta pelos direitos civis, James Baldwin - com 31 anos à época – apresenta em “Notas de um filho nativo” dez ensaios escritos entre os anos de 1948 e 1955. Considerada sua obra-prima de não-ficção por críticos literários como Alfred Kazin e Irving Howe, o título foi eleito o 26o melhor livro do gênero de todos os tempos pelo jornal The Guardian. O livro apresenta discussões como o lugar do artista negro em geral e do escritor em particular, parte na qual o autor tece críticas aos estereótipos presentes em produções consagradas na época, além de relatos autobiográficos sobre momentos cruciais de sua vida como ponto de partida para a reflexão sobre a brutal experiência do racismo nos Estados Unidos. Na terceira parte da obra, Baldwin compartilha o ponto de vista do expatriado sobre a condição do negro americano na Europa, mais especificamente na França, onde viveu em autoexílio por nove anos.
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Apresentação e edição: Paulo Júnior
Roteiro: Antônio Xerxenesky


