Rádio Companhia

Companhia das Letras
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Feb 6, 2022 • 1h 2min

#176 - 100 anos de "Ulysses"

No marco dos 100 anos da publicação de "Ulysses", a importância da grande obra do irlandês James Joyce resiste à passagem do tempo. Com suas experimentações de linguagem e fluxos de consciências bastante singulares, o livro alterou as definições do que se considerava um romance e até hoje é objeto de culto por leitores ao redor do mundo. * Para comemorar o centenário da obra, a Companhia acaba de lançar uma edição especial, que, além de contar com gravuras de Robert Motherwell – feitas para uma edição especial e limitada de 1988 –, possui amplo aparato crítico com textos inéditos de Dirce Waltrick do Amarante, Fábio Akcelrud Durão, Fritz Senn, John McCourt, Sandra Guardini Vasconcelos e Vitor Alevato do Amaral; além das resenhas escritas à época do lançamento por Louis Gillet e Joseph Collins. A consagrada tradução de Caetano W. Galindo ganha agora, após dez anos de sua publicação, uma cuidadosa revisão que faz com que a já saborosa prosa ganhe ainda mais brilho. * No episódio de hoje da Rádio Companhia, o podcast da Companhia das Letras, a apresentadora Thais Britto recebe três pessoas que fizeram parte da edição especial: Caetano Galindo, que é também autor de "Sim, eu digo sim", um guia de leitura que detalha e organiza as referências presentes em "Ulysses"; Sandra Guardini, professora titular de literaturas de língua inglesa da Universidade de São Paulo (USP); e Vitor Alevato, professor de literaturas de língua inglesa na Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do grupo de pesquisa Estudos Joycianos no Brasil. * Apresentação: Thais Britto Captação e edição: Paulo Júnior * Para fazer comentários e sugestões, entre em contato pelo e-mail radio@companhiadasletras.com.br ou pelo WhatsApp (11) 94292-7189
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Feb 1, 2022 • 57min

#175 - Clube Rádio Companhia - "O avesso da pele"

O primeiro Clube Rádio Companhia do ano discutiu “O avesso da pele”, de Jeferson Tenório. * Participaram do podcast: Enrico Sera, que apresentou o episódio; Tamiris Busato, assessora de imprensa do Grupo Companhia das Letras; Bruna Brito, do departamento de projetos digitais; o escritor, roteirista, tradutor e produtor editorial Stefano Volp; e Fernanda SIlva e Sousa, doutoranda no Programa de Teoria Literária e Literatura Comparada também pela USP. * Resenha de "O avesso da pele" por Fernanda Silva e Sousa: www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020…-policia.shtml Marrom e Amarelo (Paulo Scott): www.companhiadasletras.com.br/detalhe.ph…o=28000141 Homens pretos (não) choram: Stefano Volp: www.amazon.com.br/Homens-pretos-ch…p/dp/6555113316/ Perder a mãe (Saidiya Hartman): bazardotempo.com.br/loja/perder-a-m…-da-escravidao/ Baratas (Scholastique Mukasonga): www.bancatatui.com.br/produtos/baratas/ As alegrias da maternidade (Buchi Emecheta): dublinense.com.br/livros/as-alegri…-da-maternidade/ Atlanta (Netflix): www.netflix.com/br/title/80123779 Insecure (HBO): www.hbomax.com/br/pt/series/urn:…dwg1cosPDWwEAAABT * Para fazer comentários e sugestões, entre em contato pelo e-mail radio@companhiadasletras.com.br ou pelo WhatsApp (11) 94292-7189
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Jan 24, 2022 • 45min

#174 - Bate-papo sobre "Corpos secos", livro vencedor do prêmio Jabuti

O episódio da Rádio Companhia desta semana fala sobre o vencedor do Jabuti 2021 na categoria Romance de Entretenimento: “CORPOS SECOS”. * A obra, publicada pela Editora Alfaguara, narra o desenrolar de uma epidemia, causada pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que origina os “corpos secos”: espectros humanos que não possuem mais atividade cerebral, mas com estruturas que ainda funcionam e anseiam por sangue. Seis meses depois do início, há poucos sobreviventes, que lutam para resistir em meio ao caos. * Escrito a 8 mãos, o livro foi lançado no início de 2020, quando a pandemia ainda era — para os brasileiros — um futuro distante e improvável. * Para falar sobre o título, muito bem recebido pelo público, e o seu desenvolvimento atípico, a Rádio Companhia conversa com três dos quatro autores da obra: Luisa Geisler, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado — que escreveram a obra ao lado de Marcelo Ferroni. * Apresentação: Thaís Britto Edição: Paulo Júnior
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Jan 17, 2022 • 42min

#173 - Uma conversa sobre Sérgio Porto e sua influência na crônica brasileira

Em setembro de 1953, com a criação de seu personagem (ou heterônimo) mais famoso, SÉRGIO PORTO deu o salto que o fez entrar de vez para o panteão dos grandes cronistas brasileiros. * Foi com Stanislaw Ponte Preta e seu humor corrosivo, dono de um olhar sagaz para a sociedade brasileira, que Porto publicou livros definitivos, como o “Febeapá”, “Tia Zulmira e eu” e muitos outros. * Para falar sobre a influência de Porto nos cronistas de hoje e celebrar a obra do autor, que na última semana comemoraria 99 anos, a Rádio Companhia desta semana traz o jornalista e escritor ALVARO COSTA E SILVA, também conhecido como “o Marechal” — que organizou o livro “A fina flor de Stanislaw Ponte Preta” — e GREGORIO DUVIVIER, escritor, ator, roteirista e grande fã de Porto. * Saiba mais sobre “A fina flor de Stanislaw Ponte Preta”: As crônicas reunidas pelo jornalista Alvaro Costa e Silva neste volume trazem o olhar inteligente, mordaz, afiado e debochado de uma das mentes mais brilhantes do humor brasileiro. * Apresentação e edição: Paulo Junior
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Dec 19, 2021 • 58min

#172 - Bate-papo sobre "A pediatra", com Andréa del Fuego e Vera Iaconelli

Primeiro romance de Andréa Del Fuego desde o elogiado "As miniaturas", em "A pediatra" somos conduzidos por Cecília, a protagonista, enquanto ela tenta impedir o colapso de seu mundo. Escrito num ritmo frenético pela autora vencedora do Prêmio José Saramago, o romance é uma crônica divertida sobre maternidade, trabalho e o que fazer quando as ilusões parecem ruir. Pela ótica de Cecília nos aproximamos de temas tabu e mergulhamos nas diversas complexidades que o século 21 nos traz. * Para tentar desvendar os seus segredos, a Rádio Companhia recebe a sua criadora, ANDRÉA DEL FUEGO, e a psicanalista VERA IACONELLI, colunista da Folha de São Paulo. * Saiba mais sobre a obra: Cecília é o oposto do que se imagina de uma pediatra – uma mulher sem espírito maternal, pouco apreço por crianças e zero paciência para os pais e mães que as acompanham. Porém a medicina era um caminho natural para ela, que seguiu os passos do pai. Apesar de sua frieza com os pacientes, ela tem um consultório bem-sucedido, mas aos poucos se vê perdendo lugar para um pediatra humanista, que trabalha com doulas, parteiras e acompanha até partos domiciliares. Mesmo a obstetra cesarista com quem Cecília sempre colaborou agora parece preferi-lo. Ela fará, então, um mergulho investigativo na vida das mulheres que seguem o caminho do parto natural e da medicina alternativa, práticas que despreza profundamente. Em paralelo, vive uma relação com um homem casado, de cujo filho ela acompanhou o nascimento como neonatologista. E é esse menino que irá despertar sentimentos nunca antes experimentados pela pediatra. * Apresentação: Mariana Figueiredo Edição: Paulo Júnior
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Dec 13, 2021 • 1h 3min

#171 - Especial: 25 anos de "Graça infinita", de David Foster Wallace

“Graça infinita” é um dos maiores fenômenos literários recentes e, para muitos, o último grande romance do século XX. A obra máxima de David Foster Wallace foi lançada em 1996, pouco mais de uma década antes da morte do autor norte-americano. * Para marcar os 25 anos desse icônico livro de mais de mil páginas, a Rádio Companhia promove, neste domingo, uma conversa entre CAETANO W. GALINDO, tradutor da edição brasileira, DANIEL GALERA, escritor, também tradutor de Wallace e grande fã do título, e ANA CAROLINA WERNER, mestre em literatura com uma dissertação sobre a obra. * Saiba mais sobre a obra: “Graça infinita” foi o último grande romance do século XX e teve um impacto duradouro e ainda difícil de ser aferido. Ora cômico, ora doloroso, ele encapsulou uma geração ligada à ironia e ao entretenimento, mas desconectada da imaginação, da solidariedade e da empatia. No livro, seguimos os passos dos irmãos Incandenza - membros da família mais disfuncional da literatura contemporânea -, conforme tentam dar conta do legado do patriarca James Incandenza, um cientista de óptica que se tornou cineasta e cometeu suicídio depois de produzir um misterioso filme que, pela alta voltagem de entretenimento, levava seus espectadores à morte. * Apresentação e edição: Paulo Júnior
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Dec 5, 2021 • 48min

#170 - Bob Dylan e suas letras

Em 2016, o Prêmio Nobel de Literatura surpreendeu a todos. Ao invés de premiar algum escritor no sentido mais tradicional da palavra, a honraria máxima da literatura mundial foi para o norte-americano Bob Dylan por criar “novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana". A decisão não veio sem polêmica, mas fato é que Dylan é uma figura incontornável — e suas canções ajudaram a forjar a cultura pop do século XX. * Em 2017, a Companhia das Letras publicou o primeiro volume das letras completas do americano de Minnesota. Com tradução primorosa de Caetano Galindo, o livro trouxe ao leitor brasileiro a possibilidade de se aproximar de clássicos como "All Along The Watchtower" e "Blowin' In The Wind". Agora, em 2021, chega às livrarias o segundo volume das letras de Dylan, que compreende o período de 1975 a 2020, quando o músico lançou o seu segundo disco. * Para ajudar a decifrar Bob Dylan e suas letras, a Rádio Companhia deste domingo conversa com o escritor e jornalista Arthur Dapieve, autor de "Maracanazo: e outras histórias", vencedor do Prêmio Oceanos de 2016, e o jornalista e pesquisador Luiz Felipe Carneiro, criador do canal Alta Fidelidade no YouTube. * Apresentação: Mariana Figueiredo Captação e edição: Paulo Júnior
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Nov 26, 2021 • 52min

#169 - Clube Rádio Companhia - "Niketche"

Em novembro, o Clube Rádio Companhia leu “Niketche”, de Paulina Chiziane. * Participaram do podcast: Thais Britto, que apresentou o episódio; Enrico Sera, do departamento de marketing; e a escritora, poeta e jornalista Elizandra Souza. * Outras obras citadas: A autobiografia da minha mãe (Jamaica Kincaid): https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=28000697 Fique comigo (Ayobami Adebayo): https://www.amazon.com.br/Fique-comigo-Ayobami-Adebayo/dp/8595083207/ Insubmissas lágrimas de mulheres (Conceição Evaristo): https://www.editoramale.com.br/product-page/insubmissas-l%C3%A1grimas-de-mulheres Sangue negro (Noémia de Sousa): https://www.kapulana.com.br/produto/sangue-negro/ * Para fazer comentários e sugestões, entre em contato pelo e-mail radio@companhiadasletras.com.br ou pelo WhatsApp (11) 94292-7189
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Nov 21, 2021 • 49min

#168 - Bate-papo sobre "A construção de mim mesma", com Letícia Lanz e Laerte

Para marcar e celebrar o lançamento de “A construção de mim mesma”, da psicanalista, palestrante e ativista Letícia Lanz, uma conversa especial e emocionante sobre transição de gênero foi realizada no fim de outubro. O evento contou com a participação da autora e da cartunista Larte, além da contribuição de vozes como a psicóloga Angela Autran — companheira de Letícia e que escreve o posfácio do livro — e Fernanda Pantoja, editora da obra. * Candidata à prefeitura de Curitiba em 2020, Letícia Lanz é casada, tem três filhos e cinco netos. Em “A construção de mim mesma”, ela conta a história de sua transição. A luta para se libertar das amarras de gênero começou quando ainda era criança e culminou num enfarte, cinquenta anos mais tarde. Depois de uma vida marcada pelo permanente conflito entre ser ela mesma ou a pessoa que a sociedade exigia que fosse, na cama da UTI, ela entendeu que transicionar era a única coisa a ser feita se quisesse continuar viva. * Ao narrar suas reflexões e experiências pessoais, Letícia convida o leitor a compreender o que é ser e se aceitar uma pessoa transgênera em uma sociedade ainda incapaz de conviver com as diferenças, regida pelo binarismo, em que homem e mulher são categorias determinadas a partir do órgão sexual com o qual nascemos. A construção de mim mesma é um livro sincero que se propõe a abrir novos e variados diálogos sobre diversidade, aceitação e liberdade. * Edição e apresentação: Paulo Júnior
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Nov 14, 2021 • 1h 18min

#167 - "Todos os contos", de Julio Cortázar, com Gustavo Pacheco e Laura J. Hosiasson

“A VERDADEIRA REVOLUÇÃO DE CORTÁZAR ESTÁ NOS CONTOS.” — MARIO VARGAS LLOSA * Qualquer pessoa que já se interessou por narrativas curtas, fez uma oficina de contos ou tentou entender os mecanismos internos de uma boa história, acabou se deparando com o nome dele. Julio Cortázar é inescapável: lança uma sombra por toda a literatura produzida na América Latina. São os seus contos que influenciaram gerações e gerações de brasileiros, latinos e europeus. O que os tornam tão sedutores? * No episódio deste domingo da Rádio Companhia, convidamos dois entusiastas da obra do argentino a falarem sobre essas narrativas breves que, como disse Cortázar, devem vencer por nocaute — enquanto o romance deve ganhar por pontos. Participam da edição Gustavo Pacheco, autor de "Alguns humanos" e organizador de "O conto não existe", com entrevistas de Sérgio Sant Anna, e Laura J. Hosiasson, professora da USP e especialista em literatura latino-americana. * Em dois volumes, capa dura e com mais de 1200 páginas, “Todos os contos” reúne a narrativa breve completa de Julio Cortázar, desde seus primeiros escritos em 1945 até os publicados pouco antes de sua morte, em 1984. O livro traz ainda um posfácio inédito em português sobre o Cortázar contista e dois textos seminais do autor argentino sobre a arte do conto. JÁ DISPONÍVEL. * Apresentação e edição: Paulo Júnior

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