

Estadão Analisa com Carlos Andreazza
Estadão
O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
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Feb 2, 2023 • 25min
A formação do novo congresso e sua relação com Lula
O novo Congresso Nacional tomou posse, nesta quarta-feira (01), com um perfil diferente e com diversos desafios pela frente. Com mais deputados reeleitos, e menos outsiders do que 2018, a taxa de renovação da Câmara foi de 39%. No Senado, o cenário foi um pouco diferente. Dos 13 senadores que tentaram a reeleição, apenas 5 conseguiram se eleger.. O pleito de outubro do ano passado transformou o parlamento brasileiro em um espaço mais conservador e de direita. Mas, isso não quer dizer, na prática, que Lula terá dificuldades em governar. Boa parte dos parlamentares pertencem ao chamado Centrão que, geralmente, acabam se tornando governistas. Entre os desafios que se apresentam está a urgência de uma modernização tributária decorrente dos resultados negativos do país nos indicadores de desemprego, insegurança alimentar, pobreza e crescimento econômico. Outra prioridade é a aprovação de um novo arcabouço fiscal, incluindo alguma âncora que substitua o teto de gastos. Mas não para por aí, existem questões sobre reduzir os decretos que facilitaram o porte de armas, medidas para tornar mais dura as punições de quem comete crime contra a democracia, e as questões sociais, como o aumento permanente do Bolsa-Família para pessoas de baixa renda. Afinal, Lula conseguirá a tão sonhada governabilidade com este novo congresso? No Estadão Notícias de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Feb 1, 2023 • 30min
O escândalo do ministro das Comunicações e o silêncio de Lula
Mal começou seu governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já tem que lidar com polêmicas sobre suas escolhas para os ministérios em nome da chamada governabilidade. Para se eleger, em uma disputa muito acirrada, o petista compôs uma grande coalizão, com partidos não só da esquerda, mas também do centro e da centro-direita. E, justamente por isso, “precisou” abrigar vários indicados dos partidos aliados na Esplanada dos Ministérios. Nesta semana, o Estadão revelou que o novo ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), direcionou 5 milhões de reais do orçamento secreto para asfaltar uma estrada de terra que passa em frente a sua fazenda, em Vitorino Freire, no Maranhão. Para piorar a sua situação, Juscelino Filho, apresentou à Justiça Eleitoral (TSE) informações falsas para pagar com dinheiro público 23 supostas viagens de helicóptero feitas durante sua campanha a deputado federal, no ano passado. Juscelino Filho entrou na cota de indicações do União Brasil, que, além dele, indicou Daniela do Waguinho para o Turismo e Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional. Em troca de apoio ao seu governo, Lula ofereceu nove ministérios ao MDB, PSD e União Brasil. Afinal, vale tudo pela governabilidade? Lula não poderia ter exigido que os partidos indicassem pessoas sem problemas éticos? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Rodrigo Prando, Cientista Político da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e com o repórter do Estadão em Brasília, Daniel Weterman. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 31, 2023 • 30min
A disputa pelas presidências da Câmara e do Senado
Nesta quarta-feira, deputados e senadores vão escolher os presidentes das duas Casas Legislativas para os próximos dois anos. Na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não deve ter dificuldades em confirmar a sua reeleição, já que conta com amplo apoio de partidos governistas e de oposição, como nos casos de PT e PL. Já no Senado, a disputa tende a ser mais apertada. O atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é o favorito, e conta com o apoio do governo e de partidos do chamado Centrão. No entanto, seu adversário, Rogério Marinho (PL-MG), que foi ex-ministro de Jair Bolsonaro, tem conseguido angariar apoio de um número expressivo de partidos, como o PP e o Republicanos. É importante lembrar que o novo Congresso Nacional que toma posse também neste dia 1º de fevereiro, está mais conservador e à direita, mas existe o temor por parte de alguns parlamentares de se alinharem com o chamado bolsonarismo. Por isso, a disputa no Senado deve ser voto a voto. Afinal, de que maneira o resultado da eleição legislativa pode mexer com os rumos do governo Lula? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Bruno Silva, cientista político e diretor de projetos do Movimento Voto Consciente. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 30, 2023 • 27min
Gestão petista na Petrobras: intervencionismo ou modernização energética?
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o nome de Jean Paul Prates (PT) para presidir a companhia. O petista é alinhado com a visão crítica de Lula em relação à política de preços adotada pela companhia. O PT, inclusive, já tem feito pressão para que haja uma mudança nessa formulação. Historicamente, a Petrobras sofre com tentativas de interferências políticas em suas estratégias e, desde 2016, conseguiu certa autonomia para adotar uma política de preços que segue indicadores internacionais. Após grandes prejuízos por subsidiar preços de combustíveis a mando de governos passados, o estatuto da Petrobras passou nos últimos anos a prever condições para que a companhia possa ter suas atividades orientadas pela União. Na era PT, nos governos de Lula e Dilma Rousseff, a companhia acumulou perdas que chegaram a 100 bilhões de reais. Foi durante a gestão petista que foi descoberto o esquema do “Petrolão”, que envolvia cobrança de propina de empreiteiras, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e superfaturamento de obras. Afinal, a intenção petista de interferir novamente na Petrobras pode trazer novos prejuízos à companhia? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar com Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 28, 2023 • 21min
Tecnologia #257: #Start Eldorado: programa vivo de proteção de dados
Manter um programa de proteção de dados vivo e eficiente é a preocupação número 1 entre os executivos de muitas áreas de negócios. Mais sobre os desafios, as tecnologias associadas, as expectativas para o futuro e sobre como a LGPD impacta a realidade das empresas em termos de privacidade, além de sua relação com os clientes, quase dois anos e meio depois de entrar em vigor, no Start Eldorado desta semana, que recebe duas DPOs (data protection officer, ou encarregadas de dados) de duas grandes empresas brasileiras: Samanta Oliveira, DPO do Mercado Livre no Brasil e Paula Zanona, DPO da Neoway. O Start Eldorado é apresentado por Daniel Gonzales e vai ao ar às 21h na Eldorado FM 107,3 - SP e canais digitais, todas as quartas-feiras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 27, 2023 • 23min
Picanha, Nutella e Rivotril: a farra com o cartão corporativo
Setenta e cinco milhões de reais. Esse foi o gasto de Jair Bolsonaro (PL) durante os seus 4 anos à frente da presidência da República. Na fatura do ex-presidente tem de tudo: picanha, caviar, filé mignon, camarão, leite condensado e Nutella. Fora isso, o instrumento foi utilizado para bancar viagens de servidores que acompanhavam seus filhos e a ex-primeira dama, Michelle. O cartão corporativo foi criado durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, para facilitar as transações financeiras emergenciais do governo. Pela lei, qualquer servidor público de órgãos ou departamentos do governo poderá utilizar o instrumento desde que seja apresentado justificativa e comprovação da necessidade de seu uso. Mas o uso indiscriminado do cartão corporativo não é uma particularidade de Jair Bolsonaro. No seu primeiro mandato, Lula consumiu, em valores corrigidos pela inflação, R$ 59 milhões entre 2003 e 2006. No segundo mandato do petista foram mais R$ 47 milhões. Entre 2011 e 2014, Dilma Rousseff gastou R$ 42 milhões. Afinal, como acabar com a farra dos cartões corporativos? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Jean Menezes de Aguiar, advogado e professor da pós-graduação da FGV. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 26, 2023 • 28min
Repressão estatal e mortes: o agravamento da crise no Peru
As manifestações que ocorrem no Peru, desde a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, estão cada vez mais violentas. Desde dezembro, os confrontos entre os grupos e as forças de segurança deixaram mais de 50 mortos. Além da renúncia da atual presidente, Dina Boluarte, os manifestantes querem o fechamento do Congresso, uma nova Constituição e a libertação de Castillo. Os manifestantes bloquearam rodovias, incendiaram prédios e invadiram aeroportos. O sul do Peru, onde se concentram várias manifestações, abriga destinos turísticos economicamente e culturalmente importantes, como Cusco e Puno. Até por isso, o governo peruano fechou a entrada a Machu Picchu por tempo indeterminado. Grupos de direitos humanos acusam as autoridades de usar armas de fogo contra os manifestantes e de usar helicópteros para jogar bombas de fumaça. Em 10 de janeiro, a Procuradoria do Peru afirmou que começou a investigar Boluarte e pessoas do governo dela por “genocídio, homicídio qualificado e ferimentos sérios” relacionados à reação aos protestos. Afinal, qual será o futuro político do Peru diante dessas manifestações? O Brasil pode cumprir algum papel nesse momento de crise aguda? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, ouvimos o depoimento da peruana Jhomelin Bordais, doutoranda em Políticas Públicas, que nos atendeu diretamente de Lima, capital do país. E também conversamos sobre o assunto com Ricardo Leães, cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM de Porto Alegre. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 25, 2023 • 22min
Moeda comum com a Argentina é bom negócio?
Brasil e Argentina começaram a desenhar uma proposta para a criação de uma moeda única, que levaria o nome de “Sur” para facilitar o comércio e as transações financeiras entre os países. Lula deixou claro que o objetivo inicial não é fazer com que os países deixem de usar suas próprias moedas. No entanto, existiria a possibilidade dos países adotarem essa moeda internamente, substituindo a atual utilizada. A implantação da moeda comum sul-americana não seria para agora, mas sim para daqui a alguns anos e, por enquanto, envolveria apenas Brasil e Argentina. O instrumento único para transações no bloco não é uma ideia nova e já foi defendida inclusive pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes. O ex-presidente Jair Bolsonaro também chegou a cogitar a criação do “peso real” durante uma visita a Argentina em 2019. Afinal, a adoção de uma moeda única na América do Sul poderia fortalecer a economia da região? Quais são os prós e contras da proposta? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 24, 2023 • 29min
As digitais de Bolsonaro na tragédia com os Yanomami
Nas últimas semanas, o Brasil voltou a ser confrontado com a trágica realidade do garimpo ilegal nas terras dos povos Yanomamis, em Roraima e no Amazonas. Imagens de indígenas desnutridos e doentes rodaram os noticiários, mostrando o total descaso e abandono a que os Yanomamis estão expostos. Por causa da contaminação promovida pelos garimpeiros ilegais, que utilizam o mercúrio na extração de ouro, o solo e os rios acabam contaminados, o que gera uma crise de saúde para os indígenas. O Ministério dos Povos Indígenas divulgou que 99 crianças do povo Yanomami morreram devido ao avanço do garimpo ilegal na região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que que o estado dos povos Yanomamis na gestão de Jair Bolsonaro (PL) é “um crime premeditado” e um “genocídio”. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, já informou que pedirá a abertura de um inquérito para apurar eventuais responsabilidades. O ex-presidente Jair Bolsonaro rebateu as acusações de Lula, que atribuiu a ele a culpa pela crise humanitária dos povos Yanomamis. No entanto, cartas de Jair Bolsonaro a entidades internacionais que denunciavam a situação dos Yanomamis ao governo brasileiro mostram que o ex-presidente garantiu que o povo indigena estava sendo atendido em programas de saúde. Afinal, quem são os culpados por esta grave crise em terras Yanomamis? Quais devem ser as ações primordiais para que este quadro não se repita? No Estadão Notícias de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o coordenador de reportagem da sucursal do Estadão em Brasília, Leonêncio Nossa. Ele é autor do livro “O Rio, uma viagem pela Alma da Amazônia”. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jan 23, 2023 • 23min
Por que Lula não quer a criação da CPI dos Atos Antidemocráticos?
Após os atos de vandalismo no dia 8 de janeiro, em Brasília, senadores que apoiam Lula (PT), e até aqueles que se colocam contra os bolsonaristas, correram para colher assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis responsabilidades de pessoas da sociedade civil e também políticos. No entanto, em entrevista ao canal GloboNews, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz ser contra a instalação da CPI. A justificativa do petista é que esse trabalho já está sendo realizado pelos órgãos competentes. Inclusive, afirmou que aconselharia deputados e senadores da sua base a não instalarem a comissão. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chegou a classificar a instalação da CPI como "muito pertinente" e "adequada". No entanto, essa CPI só deve ser instalada em fevereiro, após a volta do recesso parlamentar. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), já disse que a Casa deve priorizar ações consensuais antes de tocar uma eventual instalação de CPI. Mas, por que Lula não quer apoiar a criação de mais um instrumento que possa culpabilizar os responsáveis pelos atos de vandalismo? A instalação de uma CPI para apurar os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, ajudaria ou atrapalharia as investigações em andamento? No Estadão Notícias de hoje, vamos conversar com Lucas Pereira Rezende, cientista político e professor do Departamento de Ciência Política da UFMG. O ‘Estadão Notícias’ está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes. Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Laura Capelhuchnik. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.


