
Estadão Analisa com Carlos Andreazza Onyx Lorenzoni virou "pedra no sapato" de Bolsonaro?
Homem de confiança do presidente eleito Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni já não surfa mais em águas calmas no processo de transição para o próximo governo. Trouxe consigo uma carga indesejável, ainda mais para um grupo político que ascende ao poder identificado com a bandeira anticorrupção: ele está sendo investigado por suposto crime de caixa 2. Recebeu sinalizações de trégua do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, mas não adiantou. Precisou o próprio Bolsonaro afirmar que sua caneta BIC pode agir. O vice, general Hamilton Mourão, foi mais direto: comprovada ilicitude, precisa deixar o governo. A declaração esconde algo ainda mais danoso: o núcleo militar do governo Bolsonaro não alimenta muito apreço pela figura de Onyx. Seu papel, como futuro ministro da Casa Civil, será nevrálgico: ajudar a forjar uma coalizão no Congresso que possa comprar as pautas da nova gestão, além de contribuir para a administração do próprio Executivo. Não se sabe se há meramente um “senso de oportunidade”, mas o contexto de fragilidade vivido pelo deputado gaúcho permitiu que vários partidos esbravejassem sobre a forma de condução do futuro ministro na ligação com o Congresso. O “fardo Onyx” estaria ficando pesado demais? Conversamos sobre o tema com o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Confira ainda a tradicional coluna “Direto ao Assunto”, com José Nêumanne Pinto.
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