A jornalista e escritora Rosiska Darcy nunca se encaixou na moldura pensada para as mulheres da sua época. Já na adolescência, ela criou com as amigas um grupo cujo primeiro mandamento era "não respeitarás portas fechadas". E foi isso o que ela fez a vida inteira.
No final dos anos 1960, no auge da ditadura militar brasileira, Rosiska ficou exilada na Suíça, onde conheceu o movimento de mulheres. "Ali eu tinha passaporte. Eu não era exilada, não era coisa nenhuma", explicou. E ela foi além: "Eu estava ali por direito de nascença."
Imortal da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 10, Rosiska Darcy é a primeira convidada da nova temporada do podcast "Escute as Mais Velhas". Ao lado de Sueli Carneiro e Neca Setubal, ela conta um pouco de sua trajetória e reflete como, de certa forma, o movimento feminista salvou a sua vida.
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