
Maria Filomena Molder - II Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen, 2019
5 snips
Feb 13, 2026 Maria Filomena Molder, investigadora e ensaísta em arte e literatura, apresenta uma leitura crítica da poética de Sophia. Fala sobre fúrias, ligação à terra, imagens de 1944 e a fragmentação da identidade. Discute ar, ritmo, dança poética, tempo como devorador, monstros interiores, palavra oracular, animalidade à beira-mar, pirata como ars poética e a relação entre dizer e ser.
AI Snips
Chapters
Transcript
Episode notes
Fúria e Devo Terrestre Na Poesia De Sophia
- A poesia de Sophia combina fúria, medo e caos com um dever de sustentação pela terra.
- Poemas de 1944 revelam terror pela perda de forma e tempo como devorador, criando uma arte poética emergente.
Tempo Como Devorador E Ferida Do Não Vivido
- O tempo aparece como devorador e fonte de dor nas obras iniciais de Sophia.
- Versos como "Mais do que tudo odeio tantas noites..." mostram a ferida do não vivido e a perda constante do instante.
Monstros Dentro Da Beleza E A Palavra Que Mata
- Sophia introduz monstros dentro da beleza, mostrando que a procura de forma está sempre ameaçada.
- Referência a imagens clássicas (Kiton, Apolo) liga a palavra oracular à morte à distância e à ameaça da harmonia.

