
Meu Inconsciente Coletivo Dá pra fazer um bom uso da maldade?
Apr 10, 2026
Renally Xavier, psicanalista e pesquisadora em estudos psicanalíticos pela UFMG, traz reflexões sobre perversão, vergonha e limites da maldade. Conversa sobre por que nos interessa o horror. Discute diferenças entre maldade artística e política. Fala do papel do humor e da arte para sublimar a maldade e de como raiva elaborada pode fortalecer laços.
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Perversão Como Parte da Socialização
- A perversão é constitutiva do humano e faz parte do processo de socialização que exige ceder agressividade para viver em sociedade.
- Renally usa exemplos infantis (puxar cabelo, machucar pintinhos) e Freud para mostrar sublimação e recalque como mecanismos centrais.
Por Que Somos Fascinados Pelo Horror
- O voyeurismo da violência oferece satisfação pulsional e a mídia amplia esse olhar, tornando-nos cúmplices ao consumir desgraça.
- Renally cita Lacan e o caso das irmãs Papin para explicar a confusão entre eu e outro que fascina o público.
Defesas Psíquicas Diferenciam Estruturas Clínicas
- Estruturas clínicas diferenciam neurose, perversão e psicose pelos mecanismos de defesa: recalque na neurose e denegação na perversão.
- Renally relaciona isso a como sujeitos lidam com a lei, fetiches e passagem ao ato.


