
Expresso da Manhã Marina Costa Lobo: “Não será Seguro o garante da estabilidade. Quem tem de procurar a estabilidade é o governo de Montenegro”
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Mar 9, 2026 Marina Costa Lobo, investigadora em Ciência Política com doutoramento em Oxford, analisa o impacto da forte legitimidade de António José Seguro. Fala sobre o papel da presidência na estabilidade institucional. Debate transversalidade eleitoral, riscos do bloco central e a aproximação do governo ao Chega. Aponta possíveis agendas temáticas como saúde, interioridade e defesa.
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Legitimidade Transversal No Primeiro Mandato
- António José Seguro começa o mandato com uma legitimidade transversa, tendo sido votado por eleitores da esquerda e por parte do eleitorado do PSD.
- Essa amplitude eleitoral (66% e 3,5 milhões de votos) dá-lhe um estado de graça maior do que é habitual no primeiro mandato e abre margem para iniciativas não estritamente partidárias.
Presidência Pode Ajudar Mas Não Garante Estabilidade
- O papel de Seguro na estabilidade política é relevante mas limitado: a estabilidade depende também do desempenho do governo e da responsabilidade dos partidos no Parlamento.
- A eleição de um presidente da área da esquerda reequilibra instituições onde a direita domina a Assembleia, podendo ter repercussões no jogo político.
Aproximação Ao Chega Tem Custos Políticos
- A estratégia legislativa do Governo de Montenegro de aproximar-se do Chega para aprovar leis mostrou riscos eleitorais, legitimando o Chega e permitindo que André Ventura representasse a direita nas presidenciais.
- Esse resultado pode levar o governo a repensar a sua estratégia e procurar mais acordos com o PS para assegurar aprovação legislativa sem reforçar o Chega.
