
PÍLULA - Racismo ambiental em Realengo
Mar 26, 2026
Valéria Bastos, professora e pesquisadora em serviço social na PUC-Rio, traz análise acadêmica do racismo ambiental. Liriel Farias, ativista e fundadora do coletivo AIE, oferta um depoimento pessoal sobre Realengo. Conversam sobre enchentes e infraestrutura precária. Falam de zonas de sacrifício, desigualdade no saneamento, calor urbano e organização popular.
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Desigualdade Ambiental Mesclada Com Raça Nos Números
- Racismo ambiental é a sobreposição de ausência de saneamento, transporte precário e falta de arborização que atingem territórios negros.
- Dados do censo 2022 mostram 83% de brancos com saneamento vs 75% de pessoas pretas e só 29% entre indígenas.
Enchente Em Realengo Que Revelou Abandono
- Liriel relata uma enchente em Realengo em que a água subiu rápido e invadiu casas com cheiro de esgoto.
- Moradores ergueram geladeiras e colchões; no dia seguinte restou lama, cheiro de esgoto e perda de bens e documentos.
Lixões E Zonas De Sacrifício São Escolhas Políticas
- Valéria explica que lixões e empreendimentos tóxicos são implantados em áreas periféricas, não em bairros valorizados.
- Isso cria zonas de sacrifício, com ecossistemas comprometidos e populações vulnerabilizadas historicamente.
