Com Oscar Vilhena, professor de direito e cientista político que ajudou a formular uma proposta de código de conduta para ministros do STF; e Felipe Recondo, jornalista especializado no Supremo e autor sobre a corte. Conversam sobre a proposta de código de ética, diferenças entre ética e conduta, resistências internas e riscos políticos, além de regras sobre imparcialidade, transparência e conflitos de interesse.
28:58
forum Ask episode
web_stories AI Snips
view_agenda Chapters
menu_book Books
auto_awesome Transcript
info_circle Episode notes
insights INSIGHT
Ética Versus Conduta: Grau De Generalidade
Felipe Recondo explicou que 'código de ética' pode ser mais amplo que 'código de conduta' e evitar minúcias.
Ele avaliou que um texto genérico pode repetir regras existentes sem detalhar proibições concretas.
insights INSIGHT
Imparcialidade Tem Dois Lados
Recondo apontou o problema de quem avaliará se uma participação pública compromete imparcialidade.
Ele ressaltou que existe uma dupla imparcialidade: do juiz e da percepção pública sobre ele.
question_answer ANECDOTE
Encontros Com Sarney Viraram Problema
Recondo lembrou de um ministro que visitava José Sarney semanalmente até Sarney virar investigado.
Após a investigação, esse ministro reduziu os encontros para evitar conflito de imagem.
Get the Snipd Podcast app to discover more snips from this episode
Convidados: Felipe Recondo, autor do livro "O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária", fundador do canal no YouTube Recondo e os Onze e apresentador do podcast Sem Precedentes; e com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de "Constituição e sua reserva de Justiça". No discurso que abriu o ano do Judiciário, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prioridade da sua gestão será a criação de um Código de Ética para os integrantes da Corte. Na primeira sessão de 2026, realizada na segunda-feira (2), ele também indicou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do tema. O presidente do STF destacou a atuação do tribunal em momentos críticos, como na defesa do processo eleitoral e das urnas eletrônicas, mas ponderou que “o momento histórico é também de autocorreção”. A proposta é uma ideia antiga de Fachin e foi recebida com resistência por outros integrantes da Corte, afirma Felipe Recondo, jornalista especializado em Supremo e autor do livro "O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária". Em entrevista a Natuza Nery, ele analisa quais são as chances de um código de ética prosperar agora. Depois, a conversa é com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de "Constituição e sua reserva de Justiça". Vilhena integra o grupo da OAB-SP que formulou uma proposta de código de conduta para os ministros do STF, já entregue a Fachin. Ele explica o que diz o texto e defende que sua aprovação seria uma medida de proteção da democracia e do próprio Judiciário.