
Deu Tilt Guerra dos chips; OpenAI x Anthopic; Robôs made in China; IA contra violência doméstica
A corrida da inteligência artificial já começou a bater no bolso dos consumidores. Enquanto o mundo se deslumbra com robôs, chatbots de IA e promessas de produtividade, as fabricantes de chips estão correndo para produzir memórias. Mas já é certo que não conseguirão atender todas as indústrias, ainda mais agora que semicondutores são itens essenciais para celulares, computadores e sistemas de IA. Nessa corrida, os maiores perdedores serão os consumidores, afinal o preço dos celulares vai subir, os smartphones baratinhos tendem a sumir e o computador de entrada está com os dias contados. Tudo porque a produção será canalizada para a IA, o que coloca em segundo plano o fornecimento de componentes para celulares e computadores. Neste episódio de Deu Tilt, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que a crise atual é bem diferente da escassez de chips na pandemia. Spoiler: desta vez, o problema não tem a ver com a quebra da cadeia de produção, mas com uma transformação mais profunda e que veio para ficar.
A briga entre OpenAI e Anthropic saiu dos bastidores do Vale do Silício e foi parar nos computadores da firma. O que começou como uma divergência dentro da própria OpenAI virou disputa por mercado até escalar para uma verdadeira novela do mundo da tecnologia, com direito à fofoca corporativa, climão internacional e até atritos com o governo dos Estados Unidos. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como a Anthropic deixou o posto de coadjuvante para virar a rival mais incômoda da dona do ChatGPT, sobretudo após fechar uma aliança com a Microsoft, ainda hoje a principal parceira e investidora da OpenAI. E agora esse caldo chega aos PCs corporativos, já que o Claude passou a ser integrado a sistemas corporativos da Microsoft.
ChatGPT, Gemini, Grok e Claude. Quando pensamos em inteligência artificial, os nomes que vêm à cabeça são ligados a empresas americanas. Essa lógica não encontra respaldo na realidade quando a IA ganha braços, pernas e começa a andar pelo mundo físico. Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz mostram como a China virou líder em IA aplicada à robótica e abriga a produção de peças cruciais para fabricantes norte-americanas. O domínio chinês é fruto da capacidade industrial, mas também passa por uma visão diferente sobre a tecnologia. Por lá, novidades são incorporadas de forma mais aberta e com menos ceticismo. Com isso, a China já se prepara para definir as regras desse mercado, à medida que discute internamente padrões técnicos para orientar o funcionamento e a interação dos robôs humanóides.
A tecnologia e as redes sociais costumam amplificar a misoginia e a violência contra as mulheres. Mas, neste episódio, Deu Tilt mostra um uso bem diferente para a IA. Criada por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a prefeitura de Recife e a organização de saúde pública Vital Strategies, a ferramenta nomeada como ClarIA ajuda a identificar e acolher vítimas de violência doméstica. E já está em operação no Recife. A partir da análise de relatos registrados em prontuários médicos, ela identifica padrões de linguagem associados à violência e emite alertas para que profissionais de saúde possam aprofundar a escuta e encaminhar essas mulheres para as redes de acolhimento. Desenvolvida pelo laboratório FrameNet, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em parceria com a Prefeitura do Recife, a tecnologia mostra como a IA também pode ser aplicada de forma concreta na proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.
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