
A História do Dia Há perigo no novo crédito à habitação?
Mar 11, 2026
Edgar Caetano, jornalista de economia no Observador, explica tendências do crédito à habitação. Fala de casos de famílias com baixos rendimentos a contrair prestações altas. Descreve como bancos calculam a taxa de esforço e por que querem conceder mais crédito. Comenta riscos das taxas mistas, simulações de subida da Euribor e competição agressiva no mercado.
AI Snips
Chapters
Transcript
Episode notes
Casal Com Salários Baixos Tem Prestação Elevada
- Um casal jovem que ganha cerca de 920€ cada um obteve um crédito com prestação inicial de ~1.300€.
- Edgar Caetano explica que bancos calculam rendimento de formas diferentes (14 meses, subsídios de refeição), permitindo chegar à taxa de esforço de 48%.
Proteção Inicial Mas Risco Depois Do Período Fixo
- Muitos compradores escolhem créditos com taxa mista, com período fixo curto (1–5 anos), que protege temporariamente contra subidas da Euribor.
- O regulador exige simulação de choque de +1,5 pontos na Euribor ao calcular a taxa de esforço, para testar resistência futura.
Teste A Capacidade Em Cenários Adversos
- Avalie se a economia e o preço da casa se mantêm antes de assumir elevada taxa de esforço, porque a queda do imóvel cria risco de ficar com dívida superior ao valor da casa.
- Edgar aconselha considerar cenários de recessão e impacto nas taxas para medir capacidade de pagamento futuro.
