Carolina Rossini, especialista em Direito da Tecnologia e professora nos EUA, comenta o julgamento que acusa grandes plataformas de projetar algoritmos viciantes. Conversa sobre como o processo evita a seção 230, compara plataformas a indústrias que causam danos e explora impactos regulatórios e o funcionamento das recomendações algorítmicas.
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História Pessoal No Centro Do Processo
KGM abriu conta no YouTube aos 8 anos e no Instagram aos 9, e chegou a passar 16 horas em um dia na rede social aos 16 anos.
Hoje, aos 20, ela tem diagnóstico de problemas severos de saúde mental e move ação contra Meta e Alphabet.
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O Produto Em Julgamento, Não Só O Conteúdo
O que está em julgamento é o design do produto: rolagem infinita e mecanismo de recompensa, não um post específico.
A acusação sustenta que essas decisões de produto foram feitas para aumentar engajamento e lucro.
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Caso Coletivo Com Potencial De Precedente
A juíza permitiu que o caso avançasse para júri coletivo com quase 800 demandantes, algo inédito para processos sobre vício em redes.
Esse caráter coletivo pode tornar a decisão vinculante para muitos casos semelhantes.
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Convidada: Carolina Rossini, especialista em Direito da Tecnologia, professora na Escola de Direito na Universidade de Boston e diretora de Programas de Tecnologia de Interesse Público na Universidade de Massachusetts. Duas das maiores empresas de tecnologia do mundo foram colocadas no banco dos réus pela Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos. Meta, dona do Instagram, e Alphabet, controladora do YouTube, são acusadas de, conscientemente, programar os algoritmos de suas plataformas para viciar os usuários, principalmente crianças e adolescentes. TikTok e Snapchat foram incluídos inicialmente no processo, mas fecharam acordo com a acusação. Quem levou o caso à Justiça é uma jovem de 20 anos, identificada pelas iniciais K. G. M. Segundo a ação, ela criou uma conta no YouTube aos 8 anos e abriu perfil no Instagram aos 9 – rede social onde, afirma, chegou a passar mais de 16 horas conectada em um único dia. Já adulta, ela foi diagnosticada com problemas graves de saúde mental. A tese da acusação compara o funcionamento das plataformas ao da indústria do tabaco e descreve o scroll infinito como uma espécie de “cassino digital”. As empresas negam. O caso é o primeiro desse tipo a ser analisado por um júri popular nos Estados Unidos. Para explicar o que está em jogo neste tribunal, Natuza Nery entrevista a especialista em Direito da Tecnologia Carolina Rossini. Professora na Escola de Direito na Universidade de Boston e diretora de Programas de Tecnologia de Interesse Público na Universidade de Massachusetts, ambas nos EUA, ela responde sobre o que se sabe a respeito do funcionamento dos algoritmos e se há relação entre isso e a dependência de redes sociais. Ela avalia ainda como resultado do julgamento pode influenciar outras ações, dentro e fora dos Estados Unidos.